ESTRÉIA-'O Suspeito' examina a paranóia do 11 de setembro

Depois de vencer o Oscar de melhorfilme estrangeiro em 2006 com "Tsotsi", o diretor sul-africanoGavin Hood volta suas lentes para uma história verídica, queexplora as nuances da paranóia norte-americana depois dosatentados de 11 de setembro de 2001, em Nova York. "O Suspeito", que estréia na sexta-feira, traz logo nasprimeiras cenas um atentado à bomba no Egito, que deixa umpunhado de feridos e causa a morte de um oficial da CIA, aagência de inteligência dos Estados Unidos. O incidente dá início a acontecimentos desastrosos emefeito dominó. Douglas Freeman (Jake Gyllenhaal, de "OZodíaco") é chamado para fazer o trabalho do agente morto,tornando-se o observador norte-americano nos interrogatórios desuspeitos realizados no Egito. Enquanto isso, em Washington, o egípcio Anwar El-Ibrahimi(Omar Metwally, de "Munique") é surpreendido por policiais aodesembarcar no aeroporto, vítima da lei da RendiçãoExtraordinária, em que suspeitos são deportados para sereminterrogados em seus países de origem. A ação é coordenada por Corrine Whitman (Meryl Streep), queparece não acreditar que um egípcio tenha green card. A partir de então, a produção se divide em três focosnarrativos: na prisão em que Anwar é torturado; na luta deIsabella Fields El-Ibrahimi (Reese Witherspoon, de "Johnny eJune") para encontrar seu marido; e, em uma história aprincípio paralela, o amor clandestino entre a filha dotorturador de Anwar e um jovem vinculado a um grupofundamentalista. Em uma determinada cena, o oficial Freeman questiona-sesobre a real eficácia da tortura. Não pela violação dosdireitos humanos, mas sim se as respostas extraídas com essemétodo são confiáveis. A contundência do roteiro vale oingresso. (Por Rodrigo Zavala, do Cineweb)

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