Estréia o novo Poseidon. Em DVD, o clássico

Vamos logo aos fatos ou ao fato, único e dificilmente contestável - o novo Poseidon é horrível e isso sem que se faça qualquer comparação com o filme antigo (clássico?) de Ronald Neame, O Destino do Poseidon. Até porque, se for para comparar, o público vai fazê-lo com o Titanic de James Cameron. Mesmo no quesito efeitos especiais, Poseidon não impressiona tanto e olhem que a tecnologia do cinema não pára de evoluir. Logo no começo o primeiro plano do transatlântico é impressionante. Aquele navio existe, mas quando Josh Lucas inicia sua corrida no deck e não se vê ninguém nas amuradas da embarcação gigantesca, você pode estar certo de que o diretor Wolfgang Petersen está misturando sets e computação gráfica. Os raros bonequinhos que aparecem não passam disso, animações. A criação virtual não está bem resolvida. Petersen é atraído pela água, mas de O Barco, Inferno no Mar, a Poseidon, passando por Mar em Fúria, o efeito, cada vez mais, superpõe-se e até ocupa o lugar do conflito. A onda é o que importa em Poseidon. O resto é o ramerrão de sempre - relações estereotipadas, embora não deixe de ser curioso o personagem do velho gay (que sobrevive no desfecho!). Mas o coice que ele dá no mexicano que considerou gostoso e o sacrifício de Elena mostram que o Primeiro Mundo continua se lixando para nós. Poseidon (EUA/2006, 98 min.) - Aventura dramática. Dir. Wolfgang Petersen. 12 anos. Em grande circuito.

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