Estréia na tela dos garotos do ´N Sync

Já dava para desconfiar quando o material de promoção do filme mostrava páginas e páginas sobre a trilha sonora, antes de qualquer menção à produção, ao elenco e à equipe técnica. Na Linha do Trem confirmou as suspeitas. É uma história de amor anêmica, cheia daqueles velhos truques chamados coincidências impossíveis e situações idiotas. Talvez o grande ponto de venda do filme seja o fato de dois integrantes do grupo ?N Sync, Lance Bass e Joey Fatone, fazerem suas estréias no cinema. Na receita estão também o cantor soul Al Green, hoje um reverendo, o comediante Dave Foley, o cantor de hip-hop GQ e o humorista Jerry Stiller. O produtor chama de ?história charmosa e engraçada sobre o que é preciso fazer para se encontrar o amor numa cidade grande.? O que se vê na tela é um roteiro em que o rapaz e uma garota se encontram, percebem imediatamente que são feitos um para o outro e daí passam a enfrentar uma série de complicados e absurdos problemas destinados a fazer com que fiquem separados. Às vezes um pouco disso pode acontecer na vida real, mas não na medida do que ocorre nesse filme.Lance Bass é um executivo publicitário de Chicago que não tem problemas com o sexo oposto. Só quando gosta mesmo da garota. Aí, ele não consegue ir em frente com o namoro. Um dia, encontra num trem Abbey (a novata Emmanuelle Chriqui), que tem a mania de dizer o nome dos presidentes americanos na ordem certa. O rapaz tem a mesma capacidade. Entre Washington e Bush eles se apaixonam, mas Kevin não consegue pedir o número de telefone dela e Abbey sorri, apenas. E se separam. Kevin tem três amigos e os quatro mosqueteiros planejam e planejam como fazer Cupido não desperdiçar flechas, Eles enchem a cidade com cartazes de procura-se a garota do trem. Surgem montes delas, que os amigos de Kevin dividem enquanto não chega o beijo final. Mas antes, há que suportar o óbvio e o previsível.

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