ESTREIA-'Homens de Preto 3' diverte sem mudar a fórmula

Não há muito de novo em "Homens de Preto 3". No filme, os agentes K (Tommy Lee Jones) e J (Will Smith) têm de salvar o mundo de um ataque alienígena, novamente. Ainda assim, o filme é divertido, talvez exatamente por isso. Sem querer inventar, permanece na sua zona de conforto e pronto.

REUTERS

24 de maio de 2012 | 10h18

O longa será lançado em cópias convencionais, 3D e IMAX, com sessões dubladas e legendadas.

No final da década de 1960, foi construída uma prisão na Lua, para os alienígenas e bandidos mais perigosos da galáxia. Boris (Jemaine Clement) é uma criatura perigosíssima que consegue fugir e vem para a Terra, onde irá se vingar de K, que além de tirar-lhe um braço, o mandou para o presídio.

Seu plano consiste em voltar no tempo e matar K um dia antes de ser preso. Quando isso acontece, e o agente desaparece do presente, a Terra é invadida por alienígenas. J é a única pessoa capaz de salvar o planeta, segundo sua nova chefe, Agente O (Emma Thompson). Ele será mandado para o passado, um dia antes da morte de seu parceiro, para salvá-lo.

Num primeiro momento, o K do passado (Josh Brolin) não acredita em seu parceiro do futuro. Mas, como está tão acostumado com coisas estranhas, acaba embarcando na história do colega.

A viagem no tempo rende alguns dos melhores momentos do longa. O choque de J ao se deparar com a Nova York do fim dos anos 1960 rende piadas com o movimento hippie e o artista plástico Andy Warhol. Já as "atividades alienígenas" de celebridades do presente, como Lady Gaga e Justin Bieber, são monitoradas.

Um novo personagem entra em cena, para ajudar na resolução da história. Trata-se de Griffin (Michael Stuhlbarg), um alienígena que parece humano e tem o dom de ver o futuro e de narrá-lo de forma um tanto estranha, cogitando suas infinitas possibilidades.

Como nos filmes anteriores, os alienígenas gosmentos são muito bem feitos digitalmente e chegam a parecer reais. O efeito 3D é de boa qualidade, realçando os detalhes das criaturas, mas o filme pode ser visto em projeção convencional sem qualquer perda de qualidade.

Há buracos no roteiro, especialmente envolvendo a viagem no tempo, mas o espírito nonsense da franquia faz com que deslizes se tornem praticamente invisíveis. Aliás, são os absurdos que estão no filme que garantem a sua graça, especialmente quando se coloca Brolin, de 44 anos, para fazer o Agente K quando tinha 29.

(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)

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