REUTERS/Kevork Djansezian/Files
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Estreia de filme de James Franco é cancelada depois de ameaças terroristas

'A Entrevista', também com Seth Rogen, conta a história de dois jornalistas enviados à Coreia do Norte para assassinar Kim Jong Un

O Estado de S. Paulo, com agências

17 Dezembro 2014 | 09h58

NOVA YORK - Após as ameaças de violência contra cinemas relacionados aos ataques de hackers aos estúdios Sony Pictures, a premiere de Nova York do filme The Interview/A Entrevista, com Seth Rogen e James Franco, foi cancelada.

O longa tem sido um dos focos dos ataques e ameaças - o plot conta a história de uma dupla ficcional de jornalistas envolvidos em um esquema da CIA para assassinar o líder da Coreia da Norte, Kim Jong-un.

O Departamento de Segurança Nacional dos EUA afirmou que não há "informações críveis que indiquem um esquema ativo contra salas de cinema" no país, mas indicou que ainda está analisando mensagens do grupo autointitulado Guardiões da Paz. As mensagens inclusive fazem referência aos ataques terroristas de 11 de setembro.

Os temores relativos à segurança levaram a Sony a permitir que as grandes redes de cinema cancelassem as exibições de The Interview.

Entre as informações roubadas pelos hackers estão milhares de emails pessoais de altos executivos da Sony Pictures, e dados relativos a números do Social Security, salários e históricos médicos de trabalhadores da empresa.

O plot de The Interview levou a especulações de que o ataque pode ter partido da Coreia do Norte - o anúncio do filme gerou reações raivosas no país. Nos últimos meses, autoridades do país asiático alertaram que o lançamento do longa seria um "ato de guerra que nós não vamos tolerar" e que os EUA enfrentariam retaliações "sem misericórdia".

The Interview chegou a estrear em Los Angeles na semana passada, e estava anunciado para estrear nas salas de todos os EUA no dia 25 de dezembro. Mas desde terça-feira, 16, Rogen e Franco cancelaram todas as aparições públicas relacionadas ao filme.

O FBI afirmou que está ciente das ameaças do grupo e que "continua a trabalhar para investigar a questão". / AP

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