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Estreando atrás das câmeras, Katie Holmes fala de direção, maternidade e equívocos

Atriz surge no comendo do longa 'All We Had'; veja o trailer

Entrevista com

KATIE HOLMES

Kathryn Shattuck, NYT

15 Dezembro 2016 | 15h43

"Sou a mais nova de cinco filhos, tenho três irmãs mais velhas e obviamente sou mãe, por isso sinto-me à vontade para contar histórias de relacionamentos femininos, porque estive cercada de muitas mulheres em toda a minha vida", disse Katie Holmes.

E para sua estreia como diretora, ela naturalmente escolheu uma protagonista feminina, se afogando nas complicações da vida e lutando desesperadamente para impedir sua filha de submergir com ela.

Em All We Had, que se passa durante a crise financeira de 2008, ela interpreta Rita, uma mãe solteira do Meio-Oeste pobre do país que, fugindo de um homem violento e abusivo com quem vive, parte sem destino para o Leste com a filha de 15 anos, Ruthie (Stefania Owen). Mas quando seu carro quebra, depois de sair correndo de um jantar, uma segunda chance lhe é oferecida pelo proprietário e a sobrinha transgênero (Eve Lindley). 

 

Numa entrevista por telefone de Los Angeles, onde vive, Katie Holmes, 37 anos, conversou sobre sua nova atividade como diretora e os cuidados para manter Siri, sua filha com Tom Cruise, longe do foco de Hollywood. Abaixo, trechos da conversa.

Você já desejava dirigir?

Dirigi um programa 30 for 30 para a ESPN sobre Nadia Comaneci e isto me deu mais confiança para tentar a narrativa. Assim fui à biblioteca da ICM e comecei a ler uma pilha de livros. E o de Annie Weatherwax realmente me cativou. Gostei porque era a história de mãe e filha, mas também porque era uma relação não convencional, as duas parecem mais irmãs e são duas sobreviventes na estrada. Um livro que evoca esperança e cura que realmente me fez reagir, sobre pessoas que fraquejam, mas são resilientes.

Foi difícil dirigir e atuar ao mesmo tempo?

Bem, você não senta, isso é seguro. Sabia que seria algo muito intenso e levava comigo meus manuais de interpretação, manuais de direção. No primeiro dia só dirigi. No segundo dia estava nervosa, pensando: “Oh Deus, aqui vamos nós. Se não funcionar, vou ter um grande problema.” Mas você segue em frente. Titubeia e comete erros. Mas sai mais inspirado a repetir tudo de novo.

Como suas personagens em Pieces of April (Do jeito que ela é) e Touched With Fire, Rita é exigente. Você se sente atraída por este tipo de mulher na tela?

Acho que sim.

Não foi uma condenação.

Se quiser, pode me condenar.

Como foi sua ligação com Stefania Owen?

Foi complicado porque ela chegou uma semana antes da filmagem e tínhamos de conseguir criar uma mãe e filha muito próximas que realmente precisavam uma da outra. Colaboramos nas pequenas coisas - o guarda-roupa, nos confortando em certos momentos.

No final do filme você deu um agradecimento especial a “Minha filha Suri. Sonhos se realizam”.

Foi meu primeiro filme e quero que ela saiba sempre que é a minha grande inspiração. Quis deixar claro o quão importante ela é.

Você sempre falou das qualidades maternas da sua mãe quando ainda era uma atriz adolescente. Como você lida com sua própria condição de mãe?

Tento fazer do nosso mundo um ambiente em que ela cresça sem muita interferência de Hollywood. Honestamente, acho que há muitos livros e opiniões sobre como ser uma boa mãe, mas você tem bons e maus dias e às vezes é ótima e outras poderia ter sido melhor. Mas realmente estou adorando ter uma filha de dez anos. Ela é formidável.

Você interpreta Jacqueline Kennedy novamente na minissérie The Kennedys: After Camelot, sobre o casamento dela com Onassis e depois.

Ela era uma mulher incrível que deixou todos nós perplexos e temos liberdade em interpretar uma personagem como Jacqueline porque ninguém realmente sabe como ela se sentia a portas fechadas. Eu dirigi o terceiro episódio e foi maravilhoso decifrar esse mundo. 

Eles simplesmente perguntaram se você gostaria de dirigir?

Não, eu disse a eles que gostaria. Pedi um episódio. E tive de insistir e insistir para conseguir. 

Então, você continua solteira, ou há um casamento secreto sobre o qual temos de falar?

Não, eu não me casei. Mas obrigada por perguntar. / Tradução de Terezinha Martino 

 

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