Estrangeiros são promessa em Gramado

Os filmes estrangeiros prometem aquecer as frias noites do 31º Festival de Gramado. Essa foi, pelo menos, a impressão que ficou com a exibição de Segundas-Feiras ao Sol, do espanhol Fernando León Aranoa. O filme foi muito bem recebido por público e crítica, o que muda a forma de enxergar sua fama: até passar em Gramado, o filme de Aranoa era visto apenas como aquele que desbancou Pedro Almodóvar da disputa pelo Oscar de melhor estrangeiro neste ano. Mas nem só de espanhóis é feito Gramado, que desde a década de 90 deixou de ser apenas festival de filmes brasileiros para englobar também produções ibero-americanas. Na edição 2003, o festival tem cinco candidatos ao prêmio de melhor longa latino. São eles o argentino Lugares Comunes, o mexicano Cuentos de Hadas para Dormir Cocodrilos, o uruguaio Corazón de Fuego e o português A Selva, além do já citado espanhol. A Selva, na verdade, é uma co-produção entre Portugal, Brasil e Espanha, dirigida por Leonel Vieira em 2001. O Brasil entrou no filme com locação e atores. Filmado em Manaus, A Selva conta com Maitê Proença e Gracindo Júnior no elenco. A história gira em torno de um jovem português que, no início do século 20, vem para o Brasil trabalhar com a borracha da Amazônia. O filme será exibido nesta quarta.Enquanto isso, entre as películas nacionais, mudanças na disputa pelo troféu Kikito de melhor documentário. A direção do festival retirou Paulinho da Viola - Meu Tempo é Hoje, de Izabel Jaguaribe, da competição. O motivo alegado é o lançamento do filme no circuito comercial de São Paulo e Rio antes da mostra gaúcha. Em lugar do Príncipe do Samba, o mago da arquitetura: um documentário sobre Oscar Niemeyer ficou com a vaga na disputa.

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