"Estorvo" gera melhor debate em Gramado

Uma das melhores coisas deste festival foi o debate do filme Estorvo com seu diretor, Ruy Guerra. Sala cheia (desta vez o espaço para debates foi montado no plenário da câmara de vereadores de Gramado), pessoas atentas, mostrando que, quando a obra é inteligente, o espaço da discussão se abre naturalmente. Uma das intervenções mais corajosas foi a da atriz Cristina Prochaska, que confessou ter saído no meio da sessão de Estorvo. E disse que, depois das explicações de Ruy, tinha de admitir a sua ignorância, e, sobretudo, falta de abertura para entrar em contato com um tipo de cinema que destoa do produto comercial. "Vou ser obrigada a assistir de novo a Estorvo", disse a atriz.Ainda durante o debate, Ruy revelou que seu novo projeto - a adaptação do livro Quase Memória, de Carlos Heitor Cony - estava encontrando dificuldades para completar a captação dos recursos necessários à produção. Assim, o diretor estaria pensando em remanejar seus planos e fazer outro filme. Não sabe ainda que tipo de obra fará. Mas adianta que deve ser algo bem diferente de Estorvo. Citou uma frase do cineasta francês François Truffaut: "Sempre faço um filme dirigido contra o anterior."

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