‘Esqueceram de Mim’ foi lançado há 25 anos e consagrou Maucaulay Culkin

Longa estreou em 16 de novembro de 1990 nos EUA; veja galeria de fotos de outros atores que apareceram ainda criança nas telas

Bryan Alexander, USA TODAY

16 de novembro de 2015 | 03h00

Faz 25 anos que Esqueceram de Mim fez furor nos cinemas, mas o diretor Chris Columbus lembra frequentemente do momento mais icônico do filme.

Ninguém esqueceu do grito de Macaulay Culkin com as mãos no rosto. “Literalmente, as pessoas se aproximam de mim na rua hoje fazendo o gesto daquele grito”, diz Columbus, rindo. “Será verdade? É possível que eu tenha esta sorte 25 anos depois? É isso o que o destino me reserva?”

E acrescenta que é uma sorte enorme para ele e para o filme, produzido e escrito por John Hughes, que morreu em 2009.

Esqueceram de Mim catapultou Culkin, então uma criança de apenas 10 anos, para o estrelato e foi o que mais rendeu com a venda de ingressos durante 12 semanas consecutivas. A comédia tornou-se o filme de maior bilheteria de 1990, com US$ 286 milhões, segundo a Rentrak.

Para assinalar a data, a 20th Century Fox anunciou no mês passado que estaria relançando o filme favorito do público em salas selecionadas, no final de semana passado, para comemorar seu 25.º aniversário. Acaba de sair um novo DVD com o pacote dos cinco filmes, mais as versões Blu-Ray e HD digital dos dois primeiros.

Columbus diz que sabia que tinha algo especial nas mãos enquanto filmava Culkin no papel de Kevin McCallister, esquecido, acidentalmente, pela família ao sair para as férias de Natal. O grito, que acontece quando Kevin aplica a loção pós-barba, foi uma magia inspirada por Culkin, afirma o diretor.

“Estava no script, mas a magia está toda na maneira como Culkin o interpretou. Nós achávamos que ele passaria a loção e a tiraria com as mãos. Mas fez aquela pose como o quadro de Edvard Munch. Tivemos de parar por causa das gargalhadas e assim aquela primeira tomada se perdeu”, lembra também.

Joe Roth, diretor da Fox na época, viu o material do dia e imediatamente determinou que as variações daquela imagem seriam usadas para os cartazes do filme e nas promoções, lembra Columbus.

O grito e a história (que se conclui no Dia de Natal) agora são os eternos favoritos de um séquito de fãs devotados.

“Todo mundo lembra daquele grito”, afirma o historiador de cinema Leonard Maltin. “Essas coisas não podem ser planejadas ou montadas. Ou elas conquistam as pessoas e produzem esta repercussão, ou não. Esta pegou”, explica ainda.

Além das atuações cômicas, Columbus destaca que os extraordinários acrobatas, no papel dos assaltantes desastrados, interpretados por Joe Pesci e Daniel Stern, merecem o crédito pela indicação para o Globo de Ouro pelo pastelão.

“No set, não foi nada engraçado, porque, meu Deus, aqueles caras poderiam ter se matado fazendo macaquices sobre os degraus cobertos de gelo”, diz Columbus. “Eu estava tenso atrás da câmera, achando que não conseguiriam levantar depois de cada acrobacia.”

E o filme tem todo aquele elenco inspirado. John Heard e Catherine O’Hara, que fazem papai e mamãe, e John Candy, que é sempre tão engraçado. Isso para não falar de Robert Blossoms, como o vizinho ‘proibido’, mas que se revela de grande ajuda para Kevin, num momento decisivo. Face a popularidade tão grande, surgiram histórias que viraram lendas urbanas na internet. Ou você nunca ouviu falar do mistério de como Elvis Presley, que morreu em 1977, aparece no fundo de uma cena, no aeroporto.

Columbus voltou a assistir a Esqueceram de Mim do começo ao fim pela primeira vez desde o seu lançamento, em dezembro do ano passado, quando a Sinfônica de São Francisco tocou a trilha de Joe Williams ao vivo com o filme.

“Chorei como uma criança. Foi realmente emocionante”, assinala o diretor. “Não é saudável ficar falando do passado. Mas situações como esta nos obrigam, e eu fiquei realmente muito emocionado.”

Ele acredita que a comédia de US$ 18 milhões continuará ganhando muito dinheiro bem depois de seu mais recente marco histórico.

“Ainda falaremos nele aos 50 anos”, acredita. “É como aqueles desenhos animados da Warner Bros, que parecem sempre novos e atemporais”, acrescenta. / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

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