REUTERS/Eduardo Munoz Alvarez
REUTERS/Eduardo Munoz Alvarez

'Espero não receber o Oscar em cadeira de rodas', diz Close

Com 6 indicações para o prêmio, a atriz estrela ‘The Wife’, que encerrou festival de San Sebastián, na Espanha

EFE, O Estado de S.Paulo

07 Outubro 2017 | 05h00

A atriz norte-americana Glenn Close já ganhou prêmios de cinema de todos os tipos, menos o Oscar, embora tenha sido indicada seis vez. Ela fala sobre isso com humor e diz que, se chegar a ganhar um, espera não ter de ir receber “em cadeira de rodas”. 

Glenn Close foi a San Sebastián, Espanha, para apresentar The Wife, filme que encerrou o festival de cinema dessa cidade do norte da Espanha. Glenn fala de The Wife ao lado da filha, Annie Starke, que também participou da produção dirigida pelo sueco Björn Runge.

“Ainda não lhe deram o Oscar, mas muita gente dentro e fora da indústria cinematográfica tem certeza de que um dia vão dar”, aposta Annie, a Joan do filme, mesma personagem que a mãe faz na maturidade. 

Joan é uma mulher talentosa que sacrificou tudo pela carreira do marido e antigo professor, o escritor Joseph Castleman, que ganha o Prêmio Nobel de Literatura, vivido por Jonathan Pryce. 

Cuidadosamente guardados, os segredos e conflitos por trás desse sacrifício vêm à tona em Estocolmo, quando o casal viaja para Joseph receber o Nobel levando ainda o filho adulto do escritor, interpretado por Max Irons.

Max Irons, filho do ator Jeremy Irons, tem um papel muito mais importante no filme do que seu personagem tem no romance homônimo da nova-iorquina Meg Wolitzer, em que se baseou a produção. No elenco está também Christian Slater, que vive um insistente jornalista empenhado em escrever a biografia de Castleman e acompanha o grupo à capital sueca.

Segundo Anne, sua personagem (e também a de Glenn) poderia ser sua mãe de verdade. “Entendo a dinâmica dessa mulher que esconde seu talento natural. Seu desafio é mostrar a complexidade da relação com o marido, o que a impede de abandoná-lo”, diz Annie Starke.

Mãe e filha trabalharam juntas para criar a(s) personagem (ns) “de cima a baixo”. Glenn diz que sempre apoiou o desejo da filha de ser atriz, o que se concretizou um ano depois de a jovem se formar em história da arte. “Quando ela era pequena já sabia o que queria”, conta Glenn, acrescentando que “é complicado ser filha de uma atriz famosa”. 

Glenn Close diz que está em seu melhor momento – só neste ano, embarcou em vários projetos; mas continua esperando que lhe deem mais papéis para atrizes de sua geração. “Acredito que filmes como The Wife ajudem a abrir os olhos dos produtores para verem que personagens mais velhas (como a Joan/Glenn) são interessantes”, afirma a atriz de 70 anos, que em 2011 ganhou o Prêmio Donostia do Festival de San Sebastián.

Glenn, que já foi entre outras a marquesa de Merteuil em Ligações Perigosas e a obsessiva Alex Forrest em Atração Fatal, diz que participou do piloto de um projeto da Amazon, sobre o qual não dá detalhes porque não sabe se a iniciativa vai adiante. Revela, porém, que “não parece com nada” do que ela fez até agora.

O diretor de The Wife, Björn Runge, coprodução sueco-britânica, diz que Glenn já chega ao set de filmagem “pronta para transmitir à câmera o melhor de toda sua experiência”. Sobre Jonathan Pryce, ele destaca “a habilidade em extrair o melhor de Glenn Close”. O sueco Runge salienta que a dupla vai sempre além do que está previsto na cena, “como numa partida de tênis de alto nível em que os dois jogadores estão sempre empenhados em dar tudo de si”. / TRADUÇÃO DE ROBERTO MUNIZ 

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