Ivan Dias/AE
Ivan Dias/AE

Especialistas em defeitos

O Cri-Crítico venceu: no sétimo ano da nossa avaliação dos cinemas da cidade, criamos um novo método - tão rigoroso quanto ele gostaria

O Estado de S. Paulo

25 de fevereiro de 2011 | 11h43

Desde 2005, o Divirta-se avalia anualmente os cinemas de São Paulo. Como jurado de todas as edições do Oscar das Salas de Cinema, sempre sonhei que os outros integrantes do júri fossem tão exigentes quanto eu para observar as poltronas, bilheterias e bonbonnières desses espaços. Mas nunca consegui - afinal, cada um tem os seus parâmetros. Neste ano, porém, o Divirta-se transformou a minha implicância em método: criou um questionário detalhado que foi respondido pelos avaliadores depois das visitas a cada um dos 43 cinemas da cidade. Ele mediram poltronas, inspecionaram o cardápio das bonbonnières, observaram as instalações. Tudo o que me irrita contou pontos a menos. E ainda pude selecionar cinco leitores para colocar à prova os cinemas vencedores. Afinal, até os melhores têm defeitos. Os resultados estão nas próximas páginas e as notas detalhadas, na internet. Já posso me aposentar? O Cri-Crítico

Nada ficou de fora

O método de avaliação dos cinemas adotado nesta edição foi elaborado para contemplar com ainda mais objetividade os detalhes de cada categoria

 

1. Para analisar os 43 cinemas da cidade, o Divirta-se destacou uma equipe de avaliadores que  visitou a maior sala de cada complexo,além das salas especiais (de luxo e Imax) existentes em alguns deles.  Nada escapou ao olhar rigoroso da reportagem: bilheteria, saguão, banheiros, bonbonnière, poltronas, telas, tudo foi visto, testado e avaliado.

 

2. Desta vez, elaboramos um questionário minucioso, em que os cinco quesitos da avaliação foram dissecados - poltrona, sala, bonbonnière, bilheteria e instalações (que compreende o cinema como um todo). Para cada um deles, foi formulada uma média de 10 perguntas e, dependendo da resposta marcada pelo avaliador, uma pontuação era atribuída ao aspecto abordado.

 

3. O novo método exigiu que os avaliadores andassem com uma trena na bolsa: foi preciso medir os braços e assentos das poltronas e a distância entre as filas, por exemplo. Isso contava pontos nas notas de poltrona e sala - que era o quesito mais importante, com peso 2. O acolchoamento, a existência de porta-copos e love seats e a posição dos corredores foram cruciais na análise.

 

4. Nunca as perguntas foram tão técnicas como desta vez. Por exemplo, no quesito bilheteria, mais ou menos pontos foram atribuídos se ela: não tinha um espaço exclusivo (nenhum ponto), era uma cabine com proteção de vidro e microfones (0,5), era uma cabine com proteção de vidro sem microfones (1) ou se era um balcão, sem proteção de vidro ou microfones (1,5). Bem específico, não?

 

5. A bonbonnière foi avaliada da forma mais abrangente possível. Inspecionamos não só as opções de produtos disponíveis, como também a visualização do cardápio, o atendimento e as formas de pagamento possíveis. Claro, a pipoca ganhou uma questão à parte, em que checamos a sua qualidade (não queríamos excluir completamente a subjetividade da avaliação, afinal).

 

6. Ainda que houvesse espaço para alguma impressão pessoal, porém, o questionário tinha como principal objetivo eliminar a possibilidade de ‘achismos’ na avaliação. Por isso, optamos por uma ficha tão detalhada. Agora, convidamos você a fazer a sua própria avaliação - usando o nosso método com base. Em www.estadao.com.br/e/oscar-salas, você pode baixar o questionário.

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