Épico 'Che' detalha a vida e a morte do guerrilheiro

Benicio del Toro representa oguerrilheiro argentino Ernesto "Che" Guevara num épico dequatro partes que expõe primeiramente o papel de Che narevolução cubana, antes de alongar-se sobre sua campanhaguerrilheira e morte na Bolívia. Steven Soderbergh dirigiu "Che", que é falado em espanhol epossivelmente chegará aos cinemas em duas partes intituladasrespectivamente "The Argentine" e "Guerrilla". Mas o diretordisse que também gostaria de oferecer ao público a oportunidadede ver as duas partes juntas. Soderbergh, que recebeu a Palma de Ouro do Festival deCannes em 1989 por "Sexo, Mentiras e Videoteipe", disse que éfascinado pela personalidade de Guevara, que tornou-se símboloda revolução em todo o mundo. "Para mim, Cuba é uma questão menos interessante que Che",disse o diretor a jornalistas na quinta-feira em Cannes, onde"Che" é um dos 22 filmes da competição principal. "Basicamente, acho que Che constitui materialcinematográfico maravilhoso. Ele teve uma das vidas maisfascinantes que consigo imaginar no século passado." Originalmente Soderbergh pensou em fazer um filme apenassobre a tentativa de Che de levar a revolução à Bolívia, masentão achou que o público precisaria saber o que aconteceu emCuba antes disso. "Para entender por que Che pensou que uma vitória de seugrupo seria possível na Bolívia é preciso ver o que aconteceuem Cuba, porque havia uma semelhança entre as apostas em jogo." Para o premiado com o Oscar Benicio del Toro, nascido emPorto Rico, representar o idealista idolatrado não foi fácil. "À medida que fui pesquisando o personagem, fui ficandocada vez mais receoso de me aproximar dele. Eu não parava deaprender", disse ele.

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