ENTREVISTA-'Foi difícil voltar', diz atriz de 'Arquivo X'

A atriz Gillian Anderson, conhecidaprincipalmente pelo papel da agente do FBI Dana Scully duranteos nove anos do seriado "Arquivo X", vai reprisar no cinema opapel premiado com o Emmy em "Arquivo X -- Eu Quero Acreditar",que tem estréia mundial na sexta-feira. O novo despertar da franquia "Arquivo X" representa umavirada para Anderson, 39 anos, que disse ter passado os seisanos desde que a série terminou "tentando fazer tudo menosScully". Para isso, ela se mudou de Hollywood para Londres, ondeapareceu em duas produções teatrais e se prepara para umaterceira. Ela também foi premiada por sua atuação numa adaptação paraa TV, feita em 2005, do romance "Bleak House", de CharlesDickens, e em 2006 atuou no filme premiado com o Oscar "OÚltimo Rei da Escócia", com Forest Whitaker. Em entrevista recente à Reuters, Gillian Anderson falou decomo é voltar ao papel da agente Scully, de seu receio defracassar no palco e de como é fazer parte de um seriado quevirou fenômeno cultural. PERGUNTA: Como foi voltar a ser Dana Scully? RESPOSTA: Achei que seria facílimo, mas foi mais difícil doque eu esperava. Muito tempo já tinha se passado, e ospersonagens tinham amadurecido, sem falar que eu tinha passadotanto tempo longe, tentando fazer tudo menos Scully. P: Por que "tentando fazer tudo menos Scully?" R: Nove anos é muito tempo quando faz uma coisa todo santodia, e eu não me tornei atriz para representar Scully. Minhameta era fazer a maior gama possível de trabalhos. P: Mas será que você vai conseguir realmente deixar Scullypara trás? R: Não sei, veremos. Nos últimos anos eu fiz várias coisasdiferentes. Mas o papel de Scully sempre será o primeiro nalista de coisas mencionadas pelas pessoas, e essa é a verdade. P: Como Scully evoluiu desde que o seriado terminou? R: Ela sempre foi bastante séria. Mas agora ela pareceestar mais madura, mais pé no chão, e ao mesmo tempo mais doce. P: Depois de virar estrela tão famosa na TVnorte-americana, o que a levou a se mudar para Londres? R: Londres foi minha cidade até os 11 anos de idade.Escolhi fazer uma peça ali e voltei a me apaixonar pela cidade.Comecei a criar uma vida lá com a qual me sinto confortável. P: Você tem preferência pelo cinema ou o teatro? R: Não. O teatro é uma coisa que amo muito, mas tambémtemo. É totalmente diferente estar diante de pessoas numaplatéia ao vivo, comparecer todas as noites e recriar uma coisaque pode dar errado a qualquer momento. Há um medo que vivedentro de mim, em algum lugar. Será que estarei péssima? E nãoseria péssima apenas uma vez, mas péssima todas as noites. P: Você tem planos de dirigir? R: Dirigi um episódio da série, anos atrás, e gostei muito,me senti muito à vontade. É apenas questão de timing elogística. Meu primeiro longa se chama "The Speed of Light" e ébaseado num romance de Elizabeth Rosner. Está em produção. P: Qual é a sensação de fazer parte de um seriado que aindaé um fenômeno cultural tão grande? R: Não sou alguém que assiste à televisão, então não estoumuito familiarizada com isso. A idéia de que alguém possaprocurar o seriado online ou se invista tanto nos personagensme deixa estarrecida. Aprecio que o seriado seja importantepara outras pessoas, e isso é ótimo, por mim. É mais uma coisaque eu posso observar, apenas.

NICHOLA GROOM, REUTERS

08 de julho de 2024 | 11h34

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