"Entrando numa Fria Maior Ainda" chega ao Brasil

Há cinco anos, Robert De Niro, ator que antes era mais elogiado pela crítica que pelo público, estourou na bilheteria com a comédia Entrando numa Fria, que faturou US$ 28 milhões na estréia e atingiu o total de mais de US$ 160 milhões, só nos EUA. A seqüência tornou-se inevitável. Entrando numa Fria Maior ainda estreou (em dezembro) com US$ 48 milhões e, em cinco semanas, quase dobrou o faturamento do primeiro filme nos EUA, com US$ 250 milhões. O filme entra em cartaz hoje em 150 salas de todo o País. No filme anterior, o público acompanhava Ben Stiller, na pele do enfermeiro Gaylord Focker, durante o fim de semana infernal em que ele era apresentado ao pai da namorada, o agente aposentado da CIA Jack Byrnes, interpretado por De Niro. Na seqüência, Gaylord vive outro fim de semana de enlouquecer ao levar Byrnes para conhecer seus pais. Dustin Hoffman e Barbra Streisand são os intérpretes dos papéis e o reforço no elenco pode ajudar a explicar a adesão maior ainda da massa de espectadores. Barbra é a grande novidade de Entrando numa Fria Maior Ainda. O diretor Jay Roach, da série Austin Powers, confessa que tinha um elenco dos sonhos para a seqüência do filme que realizou em 2000. "Foi difícil achar uma história que estivesse à altura das nossas expectativas, mas, de posse da história, no meu mundo de fantasia, o filme só funcionaria com Dustin Hoffman e Barbra Streisand." Hoffman, o Benjamin Braddock de A Primeira Noite de Um Homem - a comédia cult de Mike Nichols, vencedora do Oscar de direção de 1967 -, é o oposto da rigidez do Jack Byrnes de De Niro, mas olhando os dois, diz o diretor, "você acredita que os opostos são iguais". De forma diferenciada, ambos sufocam os filhos, ao não permitir que exerçam sua individualidade.

Agencia Estado,

28 de janeiro de 2005 | 11h23

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