Encontro na Cinemateca discute obra de Paulo Emílio

A Cinemateca Brasileira abriga, na noite desta segunda-feira, 19, um debate sobre seu criador e principal incentivador - a partir das 19 horas, Lygia Fagundes Telles, Antonio Candido, Roberto Schwarz e Carlos Augusto Calil discutem o trabalho e o legado de um dos grandes defensores do cinema nacional, Paulo Emílio Salles Gomes. Crítico que mais defendeu o cinema brasileiro nos anos 1960 e 1970, ele causou polêmica ao afirmar que o pior filme nacional ainda era mais interessante que um estrangeiro. Desprezado como xenófobo por alguns, Salles Gomes teve a defesa de outros intelectuais, como o cineasta Glauber Rocha. Para o diretor de Deus e o Diabo na Terra do Sol, existia nessa defesa a lucidez de alguém que via com apreensão o público brasileiro cego pelo filme estrangeiro e o mercado vitimado pela violenta enxurrada de imagens que seqüestram da tela a paisagem, o povo e a cultura do Brasil. Ele também era um escritor inventivo, que associava com equilíbrio uma tristeza ativa com um humor mordaz, criticando a sociedade estabelecida. É o que se observa em Três Mulheres de Três PPPês, cujo relançamento será também celebrado nesta segunda. Sob a chancela da Cosac Naify, o livro marca o início da reedição da obra completa de Paulo Emílio, que vai continuar com Cemitério, Vigo, Vulgo Almeryda e Jean Vigo e Humberto Mauro, Cataguases, Cinearte. Debate sobre a obra de Paulo Emílio Sales Gomes. Cinemateca Brasileira. Largo Senador Raul Cardoso, 207, 5084-2177. Hoje, 19 h. Grátis (lugares limitados)

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