Empresários criticam MP do cinema em Brasília

Representantes dos setores de exibição cinematográfica e de TV por assinatura criticaram hoje a medida provisória que estabelece princípios gerais da política nacional de cinema. "Queremos cuidar da questão cultural, masprecisamos respeitar aspectos econômicos", disse o presidente da Associação Brasileira das Empresas Exibidoras Cinematográficas Operadoras de Multiplex (Abraplex), Valmir Fernandes, durante audiência pública sobre o tema na Comissão de Educação do Senado, em Brasília.Ele condenou a possibilidade de cobrança de contribuição financeira do setor e de todos os demais envolvidos na indústria cinematográfica, fazendo coro com o representante das empresasde TV a cabo, o diretor-executivo da Associação Brasileira de Telecomunicações por Assinatura, Alexandre Annenberg. Segundo Annenberg, as operadoras de TV por assinatura registramprejuízos e sua margem de lucro é inferior a 12%, enquanto recolhem 28% de impostos e taxas. "A NET e a TVA tiveram prejuízo de R$ 2 bilhões nos últimos dez anos", disse o diretor-executivo.Quem defendeu a MP foi a cineasta Carla Camurati."Alguém perde um pouco agora e todo mundo ganha no final", disse ela, favorável à definição de regras claras para garantir o desenvolvimento da indústria cinematográfica no País.Convidado para a audiência, o representante da Casa Civil do governo federal não compareceu. Segundo a assessoria de Imprensa da Casa Civil, técnicos do governo já participaram de diversas discussões com os parlamentares sobre o assunto.

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