Emma Roberts, sobrinha de Julia, nas telas brasileiras

Atriz é protagonista da comédia infanto-juveniul 'Um Hotel Bom Pra Cachorro', em cartaz a partir desta sexta

Elaine Guerini, especial para o estadao.com.br,

19 de fevereiro de 2009 | 18h43

Emma Roberts não esconde que as incessantes comparações com a tia, a poderosa Julia Roberts, incomodam. E muito. Mas nem por isso a atriz de 18 anos chegaria ao extremo de mudar o sobrenome em busca de uma identidade própria em Hollywood. Como fez Nicolas Cage, aos 20 anos, quando abriu mão do nome da família, Coppola, que o associaria imediatamente ao tio, o cineasta Francis Ford Coppola. Veja também: Trailer de 'Um Hotel Bom Pra Cachorro' "Isso seria ridículo, já que as pessoas descobririam de qualquer jeito. E eu ficaria com cara de boba, por me esforçar tanto para me desligar publicamente das minhas raízes", diz a atriz, filha do ator Eric Roberts, irmão de Julia. "Prefiro lidar com a situação, por mais frustrante que seja. Principalmente quando as pessoas insinuam que só estou nesse negócio por vir de família de atores. Parecem esquecer que sobrenome nenhum garante um papel no cinema. Preciso fazer teste como todo mundo". Um dos últimos testes que Emma realizou e passou foi para o papel de Andi, a órfã que ajuda o irmão caçula a recolher os cães abandonados nas ruas em Um Hotel Bom Pra Cachorro. A atriz protagonizou a comédia infanto-juvenil, em cartaz no Brasil a partir desta sexta-feira, 20, pensando na irmã, Grace, de 8 anos. Ela ficou enlouquecida quando veio me visitar no set. Queria levar pelo menos um dos 60 cachorros para casa, conta Emma, mais conhecida por Aquamarine (2006), Nancy Drew (2007) e Garota Mimada (2008). O novo título não é o que ela chama de um filme de cachorro convencional. Nenhum animal fala e muito menos morre no final, brinca, referindo-se aos títulos com bichos falantes da Disney e ao recente Marley & Eu, que faz muitos espectadores saírem com os olhos inchados da sala de cinema. Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista concedida no hotel Palomar, de Los Angeles. Nunca pede conselhos profissionais a Julia Roberts?Nunca. Como vejo tão pouco a minha tia, já que nós duas estamos sempre trabalhando, quando estamos juntas não falamos de trabalho. Só curtimos as crianças. Os filhos dela (Phinnaeus Walter, Hazel Patricia e Henry Daniel) estão lindos. Talvez a única influência direta de Julia sobre mim tenha ocorrido na minha infância, quando eu costumava visitá-la nos sets de filmagem. Aquele clima sempre me contagiou. E toda aquela observação ainda me ajudou a conhecer o processo de filmagem muito antes de rodar o meu primeiro trabalho. E seu pai? Não fica no seu pé, dizendo o filme que você deve ou não deve fazer?Não. Ele não acompanha tão atentamente os meus passos profissionais. Até porque moro com a minha mãe (Kelly Cunningham, que se separou do pai de Emma, assim que ela nasceu). E ela é uma mãe normal. Faz tudo para eu ter uma adolescência comum. Ela foi contra você se tornar atriz?No início ela não queria de jeito nenhum. Mas de tanto eu insistir ela marcou o meu primeiro teste, quando eu tinha oito anos. Ela achava que não daria certo e eu acabaria desistindo da ideia. Só que eu consegui o papel em Profissão de Risco e minha mãe pulou de alegria ao se dar conta de que eu estaria num filme com Johnny Depp (risos). E como foi contracenar com os cachorros na nova comédia? Muitas vezes eles roubam a cena nos filmes, fazendo dos atores seus coadjuvantes. Nós, do elenco humano, sempre soubemos que a performance dos cães seria muito melhor que a nossa (risos). Mas a intenção é essa. Queremos que o público se apaixone pelos cachorros. E, quem sabe, adote um animal abandonado. Você acaba de completar 18 anos (no dia 10 de fevereiro). Quantos filmes-família ainda acha que pode fazer?Provavelmente Um Hotel Bom Pra Cachorro foi o meu último nesse filão. Daqui para frente vou priorizar personagens adolescentes com problemas mais complexos, com um pouco mais de profundidade. Você se espelha em alguma atriz para a fase de transição, de filmes infanto-juvenis para adultos?Anne Hathaway, que concorre agora ao Oscar de melhor atriz (por O Casamento de Rachel). Hoje em dia ninguém lembra mais que ela era a menina atrapalhada da franquia O Diário da Princesa. Já não se pode dizer o mesmo de Lindsay Lohan, cuja imagem continua associada a Operação Cupido, Sexta-Feira Muito Louca e Herbie - Meu Fusca Turbinado.

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