Universal Studios
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Em temporada de musicais, 'Sing 2' traz novamente o gênero para crianças

Filme mantém ritmo criativo da primeira parte, agora com mais personagens

Luiz Carlos Merten, Especial para o Estadão

07 de janeiro de 2022 | 09h20

Qual fênix inflamável, o musical nunca sai de cena na produção de Hollywood. No ano passado, houve dois, e com similaridades de temas e paisagens que poderiam tê-los anulado. Quando Em Um Bairro de Nova York chegou, com canto e dança, foi possível pensar, nem que tenha sido por um momento, que o diretor Jon M.Chu, de Podres de Rico, trabalhando sobre o original de Lin-Manuel Miranda, ia complicar a vida de Steven Spielberg, com o reboot de Amor, Sublime Amor. Os dois ficaram entre os melhores filmes do ano e, se a Academia vai avalizar ou não, com indicações para o Oscar, é tema para se discutir depois. O musical segue em alta. O ano começa com mais um - Sing 2.

A primeira animação surgiu em 2016, e foi bem recebida pela crítica e pelo público. A segunda está em cartaz, após uma semana inteira de pré-estreias. Você já deve ter ouvido, ou lido, que não é tão boa. Questão de ponto de vista - é melhor. Em Sing (1), o coala Buster Moon criava um show de talentos que confrontava uma galeria de personagens animais, e cantores, com seus medos mais profundos. O sucesso dos calouros no 1 leva agora a um avanço no 2. Buster Moon segue lotando teatros com seus artistas, mas quer mais, muito mais. Sonha com um grande show em Redshore, a capital do entretenimento, inspirada por Las Vegas. Embarca com seu elenco num ônibus para tentar convencer o mega-empresário Jimmy Crystal de que serão os parceiros ideais, mesmo desautorizado pela secretária do grande homem, que já os desqualificou.

O primeiro desafio é chegar até Jimmy. Diante dele, e sem nenhum roteiro prévio, não resta a Buster senão blefar. Ele tira da cartola uma tal aventura no espaço e garante que já tem assegurada a participação do lendário Calloway, afastado dos palcos há 15 anos, desde a morte da mulher. Conseguirá Buster superar as dificuldades? Enquanto ele inicia os ensaios da peça, Ash, a porca-espinho-roqueira-punk, tenta a aproximação de Calloway e tanto faz que o convence a voltar. Resulta numa cena antológica na história da animação. Na boca do túnel que leva ao palco, o velho leão/Calloway vacila. Pergunta-se o que está fazendo ali? Ash começa a cantar e o que se segue é mágico. O sentimento diante da cena talvez tenha a ver com a pandemia. A volta - dois anos depois, na realidade, na ficção.

Garth Jennings, que escreveu e dirigiu o 1, retoma as funções. Traz os personagens conhecidos - Buster, Ash, Rosita, Meena, Johnny - e acrescenta outros, que tornam a montagem do show dentro do filme algo ao mesmo tempo íntimo e espetacular. Rosita, nossa leitoa preferida e que, além de grande cantora, é mãe dedicada de 20 e tantos leitõezinhos, é a estrela do espetáculo, mas Crystal exige que Buster a demita para colocar sua filha, Porsha, no papel.

O coala cede, mas logo dá-se conta de que é um erro. Surgem novos desafios. Ele tem de convencer Porsha de que outro papel é melhor para ela e tem de driblar os seguranças de Crystal, que tentam impedi-lo de montar o grande show, nem que seja por uma noite, em seu teatro. Para que isso ocorra, Johnny precisa acionar seu pai, que finalmente reconhecerá o talento do filho e a sua falta de afinidade com a violência e o crime.

Do ínfimo ao grandioso, Johnny vai buscar a artista de rua para ajudá-lo na coreografia, e a viagem pelos quatro mundos - os quatro planetas - exigirá cada vez mais efeitos. A história, com mais peripécias que a do primeiro filme, leva ao corretivo que Buster, com a ajuda da amada trupe, termina por aplicar em Crystal. O filme está disponível nas duas versões, dublado e legendado. No original, os personagens falam com as vozes de Matthew McConaughey, Scarlett Johansson, Reese Witherspoon, Taron Egerton, Bobby Cannavale, com uma participação super especial de Bono Vox como Calloway. No Brasil, Wanessa, Fiuk, Sandy e Paulo Ricardo como Calloway.

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