Disney / Buena Vista
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Em superprodução com mais de 250 dançarinos, 'Aladdin' estreia com Will Smith como gênio

Longa foi filmado em um grande estúdio à prova de som fora de Londres, onde o set de Agrabah media o mesmo que dois campos de futebol e em uma locação na Jordânia

Lindsey Bahr e Cindy Martin, AP / LOS ANGELES

23 de maio de 2019 | 04h00

Em 1992, a Disney transportou o público para a terra mítica de Agrabah, onde encontrou um rato de rua com um coração de ouro, um tapete voador, uma princesa teimosa e um gênio mágico com alguma cultura pop e referências estranhamente atuais. Com a música e as letras de Alan Menken, Howard Ashman e Tim Rice, e Will Smith interpretando o gênio, o novo Aladdin deve conquistar os corações de milhões e se tornar o filme de maior bilheteria do ano.

O anterior foi um ambicioso projeto de animação que valeu a pena e gerou décadas de boa vontade dos fãs, sem mencionar os dois Oscars e um musical da Broadway. Agora, seguindo os passos lucrativos de A Bela e a Fera e outros, o estúdio está se arriscando de novo com Aladdin, desta vez sem animação. O filme, do diretor Guy Ritchie, estreia nesta quinta, 23, no Brasil.

Mas como se recria a magia de Aladdin sem a ajuda de um gênio da lâmpada? Bem, conseguir uma estrela de cinema como Will Smith a bordo não é nada ruim. Smith concordou em interpretar o gênio. O papel foi originado por Robin Williams (1951-2014), que trouxe sua assinatura de irreverência e presença de espírito nas referências modernas para o papel. Mas mesmo com toda sua boa vontade, Smith estava nervoso. O desempenho de Williams tornou-se icônico nos últimos 27 anos. Em outras palavras, seria uma atuação difícil de se seguir.

“Não foi uma coisa óbvia”, disse Smith. “Eu estava realmente apavorado no começo. Você sabe, é preciso ter cuidado com filmes que marcam a infância das pessoas.”

Smith e os cineastas sabiam que refazer Aladdin inevitavelmente envolveria uma delicada dança de, ao mesmo tempo, prestar homenagem ao original, enquanto se modernizavam alguns aspectos da história, incluindo um elenco com participações etnicamente apropriadas, que poderiam cantar e dançar e encarar uma grande produção, e dando maior influência a uma personagem como a princesa Jasmine

Eles encontraram o ator nascido no Egito e criado no Canadá Mena Massoud para interpretar Aladdin, e a atriz britânica Naomi Scott, filha de mãe indiana e pai inglês, para interpretar Jasmine. “Ela era uma das minhas princesas favoritas”, afirmou a atriz de 26 anos. 

“Eu acho que gravitei em torno dela por causa de sua força e porque eu senti que vi a mim mesma nela.” Neste filme, ela luta pela igualdade e pela oportunidade de suceder seu pai no posto de sultão. “É apenas sobre ela sendo humana e mais capacitada”, disse Naomi Scott.

Ela ainda ganha seu próprio hino de fortalecimento em uma nova canção original chamada Speechless, escrita por Menken e pelos compositores premiados pelo Oscar Benj Pasek e Justin Paul (O Rei do Show, La La Land). Menken foi a ponte entre passado e presente para a produção, e disse que ele tinha que ser tanto o “guardião da chama do original” como parte da nova equipe.”

“Quando se trabalha na Disney você tem muitas pessoas de olho, um olhar muito cuidadoso, sobre o legado”, disse Menken. “Então fui muito protetor”.

Naturalmente, os cineastas queriam dar à produção o sentimento épico de adaptação de um musical de aventura e ação no exterior.

Os detalhes da filmagem do novo 'Aladdin'

Aladdin foi filmado em um grande estúdio à prova de som fora de Londres, onde o set de Agrabah media o mesmo que dois campos de futebol e em uma locação na Jordânia, incluindo O Vale da Lua. Não passou despercebido por Ritchie que Laurence da Arábia também foi filmado lá. Já que não existe uma cidade real de Agrabah, a diretora de arte Gemma Jackson (Game of Thrones) usou elementos de arquitetura marroquina, persa e turca como inspiração.

Quanto aos números musicais, a maior produção do filme é de longe a sequência do Príncipe Ali, onde Aladdin, com a ajuda de Genie, entra na cidade como eles acham que a realeza, faria, gabando-se de sua grande riqueza, bravura e variedade de animais, incluindo 75 camelos dourados, 53 pavões e 95 macacos persas brancos.

Ritchie recorreu a 250 dançarinos e 200 extras para completar o ambiente e encomendou um camelo de mais de nove metros de altura feito de 37 mil flores para Ali cavalgar. “É uma das maiores sequências de dança que se verá num filme. É a sequência da qual eu mais me orgulho”, disse Smith. “Você tem que ir ver. Está ótima.”

Embora existam muitas, muitas referências familiares para o público das músicas da partitura até mesmo para parte dos diálogos, de certa forma um filme não animado precisou se desviar do original.

“Não se consegue ter um papagaio falando diálogos em live-action, como se pode na animação”, disse Ritchie. 

“O olhar da mente parece tolerar certas indulgências exóticas, por exemplo, gênios saindo de lâmpadas e voando em tapetes, mas não parece tolerar animaAdaptação is falantes, certo? Então um papagaio só pode ter frases curtas, mas uma vez que elas se transformam em parágrafos você vai pensar, espere aí, o que é isso?”

Com uma duração de mais de duas horas, comparado aos 90 minutos do filme de animação, há também elementos adicionais da história e um novo personagem na serva de Jasmine (interpretada por Nasim Pedrad, do Saturday Night Live). E se inclina para a diversidade que se esperaria de uma história ambientada no Oriente Médio, o que foi pessoalmente importante para Massoud.

Objetivo: entreter. “Vindo do Oriente Médio e do Egito, ficamos extasiados cada vez que vemos uma representação positiva vinda de Hollywood”, disse Massoud. “Esta é certamente representação positiva.” Mas, como todos os filmes, seu objetivo principal é entreter. “É um filme divertido”', disse Massoud. “Você deve sair se sentindo bem e feliz.” / TRADUÇÃO DE CLAUDIA BOZZO

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