Em 'Rambo IV', Stallone interfere em guerra na Birmânia

Ator escreveu o longa com Art Monterastelli e também o dirigiu, prometendo ser esse o último da série

Alysson Oliveira, da Reuters,

08 Fevereiro 2028 | 11h46

Vinte anos se passaram desde que Rambo fez sua última aparição nas telas de cinema. Naquele terceiro filme da série, em 1988, ele foi resgatar um amigo no Afeganistão invadido pelos soviéticos.   Veja também: Trailer de 'Rambo IV'   Agora, o segundo personagem mais famoso de Sylvester Stallone está de volta em Rambo IV, que estréia nesta sexta-feira, 29, em todo o país, inclusive com algumas cópias dubladas, apesar de a censura ser 18 anos. Como fez em 2006 com o lutador Rocky, que retomou pela sexta vez no filme Rocky Balboa, Stallone tenta se reinventar, aos 61 anos, apelando para as suas criações mais famosas. A estratégia, aliás, vem dando certo. Depois do relativo sucesso de bilheteria de Rocky Balboa, Stallone conseguiu financiamento para uma nova ressurreição, desta vez a de Rambo. Escreveu o roteiro a quatro mãos com Art Monterastelli (Caçados) e também dirigiu o longa - que promete ser o último da série. Mas o mundo precisa de um novo filme do Rambo? A Birmânia precisa dele? E, seguindo a cartilha do personagem, quem precisa de geopolítica? Seguindo esta filosofia, agora ele vai "ajudar" em uma guerra que dura mais de meio século na fronteira com a Tailândia, envolvendo birmaneses e a tribo Karen. Quando reencontramos o soldado do exército de um homem só, ele vive isolado no meio da floresta, sem se importar com ninguém - enfim, ele é um homem que perdeu a crença na humanidade. Recrutado por um grupo de médicos e missionários para ajudá-los a levar alimentos e remédios para a tribo Karen, ele recusa. Mas seu instinto de aventura fala mais alto e Rambo decide guiar os idealistas pelo rio Salween. Mais tarde, quando o grupo é tomado como prisioneiro, o veterano da guerra do Vietnã aceita voltar para resgatá-los. Esse mundo habitado por Rambo é de grande crueldade. As pessoas de bom coração, como o médico Michael (Paul Schulze, da série CSI), logo descobrem que a boa vontade e as causas humanitárias desaparecem em tempos de guerra. Já para o herói do filme, matar sempre é justificável, e é a única coisa que sabe fazer bem. Ao longo dessas quase três décadas de existência, o personagem tornou-se sinônimo de uma pessoa que não vê outra solução senão o derramamento de sangue, considerando-se a cura para os males da humanidade. Por isso, até o capitão Nascimento, personagem de Wagner Moura no premiado Tropa de Elite, foi comparado a Rambo pela imprensa internacional, por seus métodos violentos para acabar com tráfico.

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