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Em primeira animação, 'Os Smurfs' vão parar em Nova York

Na adaptação do desenho criado por Pierre Culliford, criaturas azuis ganham primeira versão em 3D

REUTERS

04 de agosto de 2011 | 11h36

Responda rápido: quem são os Schtroumpfs? Fica mais fácil se forem, então, os Smurfs? Pois é, alguém teve a brilhante ideia de mudar o nome original das criaturinhas inventadas pelo desenhista belga Pierre "Peyo" Culliford, no final da década de 1950.

Desde então, quando surgiram em quadrinhos, eles ganharam fama, a televisão, e agora, chegam ao cinema num longa, que estreia no Brasil em cópias dubladas e legendadas, nas versões convencionais e 3D.

Como se sabe, Smurfs são criaturas azuis, como duendes, mas mais meigas, que vivem dentro de cogumelos, no meio de uma floresta onde "se sentir azul é uma coisa boa".

O maior inimigo da turma é o bruxo Gargamel, que no filme os expulsa de sua terra. Assim, Papai Smurf e alguns de seus filhotes vão parar em Nova York. Na cidade grande, depois de uma série de confusões, eles são obrigados a se apresentar ao casal Patrick (Neil Patrick Harris) e Grace (Jayma Mays, da série Glee).

Mais do que causar estranhamento, são as criaturas azuis vindas de outro lugar, e que desconhecem a cidade grande, que estranham esse novo habitat. Tal qual Um duende em Nova York e Encantada, os Smurfs desconhecem convenções e perigos. Mas, ao contrário dos humanos dos outros dois filmes, aqui eles são figuras quase míticas e minúsculas que precisam defender-se de perigos, tais como carros e gente.

Os Smurfs segue a linha recente de adaptações para o cinema de desenhos de sucesso, que combinam efeitos de computador com cenários e atores reais, como Alvin e os Esquilos, Zé Colméia e até Scooby Doo, também dirigido por Raja Gosnell, como este filme.

Na década de 1980, alguns comentaristas políticos encontraram alguns paralelos entre os Smurfs e a utopia comunista. As criaturas vivem numa sociedade igualitária, dividem tudo o que produzem e cada um deles trabalha conforme suas habilidades. Nada mais surpreendente, então, que no século XXI os bichinhos azuis vão parar na capital do consumismo e se deslumbrem com o que veem.

 

 

(Alysson Oliveira, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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