Em Madri, Jennifer Lawrence cai no tapete vermelho pela terceira vez

Mais uma queda da atriz em eventos oficiais. Não faz mal. Em um período de apenas três anos, desde a estreia do primeiro Jogos Vorazes, ela converteu-se na grande estrela de sua geração.

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

19 de novembro de 2015 | 19h32

Ops! Aí vem a Jennifer Lawrence no tapete vermelho de Jogos Vorazes: A Esperança – O Final, em Madri. Caiu! Foi a terceira queda da atriz em eventos oficiais. Ela conseguiu cair nas cerimônias do Oscar de 2013 e 14, e agora na Espanha. Não faz mal. O povo brinca, diz que ela deve usar tênis, mas Jennifer, elegante que é, sabe que não deve dispensar os saltos (bem) altos. Em Los Angeles, também na estreia de Jogos Vorazes, o Final, ela cruzou o tapete vermelho impecável. E estava linda.

Num período de apenas três anos, desde a estreia do primeiro Jogos Vorazes, em 2012, Jennifer Lawrence converteu-se na grande estrela de sua geração. Nasceu em Louisville, Kentucky, em 15 de agosto de 1990, o que significa que acaba de fazer 25 anos. Só os dois primeiros filmes da série Jogos Vorazes, adaptada dos livros de Suzanne Collins, custaram US$ 208 milhões e renderam US$ 1,5 bilhão. O público do mundo inteiro ama Katniss Everdeen. A Paris Filmes, que distribui a série no Brasil, aposta nisso. Jogos Vorazes, o Final, está estreando em 'apenas' mil salas. É pouco menos que a metade do circuito exibidor do País, mas a estratégia é a seguinte. As salas vão lotar, porque o público quer ver o desfecho da saga de Katniss, vão faltar lugares e, na segunda semana, tãtãtã, atendendo às demandas do público, o circuito vai dobrar e serão... 2 mil salas. Fique atento(a) para ver se a estratégia vai funcionar.

O primeiro livro da série Jogos Vorazes surgiu em 2009. Ação distópica e apocalíptica, passa-se numa era futura, num país chamado Panem, localizado onde estaria os EUA. Panem é dominado por uma metrópole tecnicamente avançada, a Capital, que controla a insatisfação das províncias, os 'Distritos', por meio dos jogos do título. Neles, um garoto e uma garota, entre 12 e 18 anos, representando cada distrito, participam de disputas mortais que são transmitidas ao vivo, como num reality show. No final, fica só um vencedor.

Katniss, uma garota de 16 anos, oferece-se como voluntária, no lugar da irmã, Prim. Ela começa a vencer os jogos e vira símbolo da resistência ao poder central do presidente Snow. Forma-se um pequeno grupo, contatado pelos rebeldes. A líder dos rebeldes é Coin, que tem planos de substituir Snow como poder ditatorial, mas isso só fica claro no desfecho, e implica numas tomada de decisão por Katniss. Em 2011, quando foi selecionada para o papel, Jennifer tinha 21 anos, mas passava facilmente pela garota que deveria ser na tela.

Seu primeiro papel havia sido na TV, na série The Bill Engvall Show, da TBS, entre 2007 e 2009. Ela fez depois os filmes independentes The Burning Plain e The Winter's Bone. Pelo segundo, ganhou um monte de prêmios – e foi indicada para o Oscar. Gary Ross, o diretor de Seabiscuit, fez o primeiro Jogos Vorazes. Foi quem selecionou o elenco, inclusive Jennifer. Pressionado pela produtora Lionsgate para manter o cronograma da produição e fazer logo o segundo filme – ele queria tempo para garantir a integridade artística -, foi substituído por Francis Lawrence.

Logo depois, Jennifer foi chamada por David Russell para formar dupla com Bradley Cooper em O Lado Bom da Vida. Dessa vez, ela ganhou o Oscar - aos 22 anos. Desde então, tem alternado os filmes da série Jogos Vorazes com os filmes autorais de Russell. Jennifer gosta de contar com o diretor, que tem suas melhores ideias na madrugada, não faz a menor cerimônia e liga às 3 da manhã para perguntar o que ela acha. Foi assim, com Trapaça e, agora, com Joy – que todo mundo diz que vai para o Oscar. Você pode achar que a vida de Jennifer Lawrence é um conto de fadas. Ela jura que tem os problemas de qualquer jovem da sua idade. Teve um rompimento difícil com o namorado Nicholas Hoult e – sim! - anda incomodada com o machismo da indústria. Como atriz e mulher, Jennifer endossou o discurso de Patricia Arquette no Oscar passado. Hollywood paga mais aos homens. Por que, se elas, Jen, é quem, fatura mais de US$ 1 bi para a indústria? O bate-boca prossegue.

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