JULIEN WARNAND| EFE
JULIEN WARNAND| EFE

Em Cannes, Clooney diz que Trump não será presidente: 'medo não vencerá'

Durante entrevista coletiva, ator não parou de brincar com Julia Roberts, que está com ele no filme 'Jogo de Dinheiro'

EFE

12 de maio de 2016 | 14h08

George Clooney tornou-se nesta quinta-feira, 12, como já era esperado, protagonista do festival de Cannes, com suas opiniões sobre Donald Trump, suas críticas à pouca profundidade das informações e por brincadeiras contínuas com Julia Roberts.

Protagonista, junto com a atriz, de Jogo do Dinheiro, dirigido por Jodie Foster e apresentado nesta quinta fora de competição no festival francês, Clooney chegou entre aplausos, jogou todo seu charme e conquistou o público sem precisar fazer nenhum esforço.

De terno e camisa preta, o ator começou servindo água aos seus colegas de elenco - também estavam presentes na coletiva Dominic West, Jack O'Connell e Caitriona Balfe - e beijar a moderadora da entrevista, entre assobios dos jornalistas.

Ele não parou de brincar com Julia Roberts nem de rir em toda a entrevista coletiva, além de responder com ironia a maioria das perguntas, só ficando sério quando o assunto foi política.

O ator arrancou aplausos quando negou com convicção a possibilidade de o virtual candidato republicano Donald Trump chegar à presidência dos Estados Unidos porque, garantiu, "o medo não vai vencer, nem no tema da imigração, de que Trump tanto fala, nem no das mulheres, nem em qualquer outro".

"Trump é o resultado, em alto grau, do fato de muitos programas de notícias não mergulharem com profundidade nas histórias", disse Clooney, que ressaltou que os vídeos com as polêmicas declarações do magnata são repetidas sem parar, o que contribuiu para sua popularidade.

"É preciso analisar e aprofundar os temas mais importantes", afirmou Clooney, que citou o problema dos refugiados - "a maior crise no mundo atualmente", e ressaltou que o filme que apresentou hoje em Cannes põe o dedo justamente "na desastrosa forma de informar que existe atualmente, em como não entramos na verdade das coisas".

Foi o momento sério de uma entrevista coletiva permeada de brincadeiras, como quando uma jornalista disse estar em frente ao futuro presidente dos Estados Unidos.

Ao ser perguntado sobre sua preparação para o filme e depois de uma divertida Roberts dizer que gostaria de responder a essa pergunta, o ator reconheceu que é um péssimo dançarino e que a coreógrafa que o ajudou inclusive pediu que não dissesse que ela tinha participado da preparação do filme.

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.