Em Berlim, Merkel também usou os óculos 3D na estreia de 'Pina'

Sessão do documentário sobre a coreógrafa morta alemã Pina Basch reuniu o alto escalão político da Alemanha

Efe

13 de fevereiro de 2011 | 18h33

 

A estreia no Festival de Berlim do documentário Pina, em homenagem a Wim Wenders e a coreógrafa morta alemã Pina Basch, reuniu o primeiro escalão da política do país, incluindo a chanceler Angela Merkel, disposta a usar os óculos 3D no filme, projeto em tecnologia tridimensional.

 

Merkel, o presidente alemão, Christian Wulff, e a mulher dele, Bettina, entraram no Festival acompanhados do diretor, Dieter Kosslick, alguns minutos depois de Wenders e membros da companhia de Bausch.

As cenas mais lindas do célebre Café Müller, com a magérrima coreógrafa dançando com os olhos fechados entre ruas vazias, renasceram nesse tributo de Wenders, junto a outras peças míticas como A Consagração da Primavera.

 

"Pina via através dos seres, nada escapava ao seu olhar, mas de alguma forma esse alguém não se sentia nu diante dela. Ao contrário, nos vestia. Sobre esse olhar fizemos o filme", explicou Wenders na coletiva de imprensa.

 

O filme nasceu da comoção pela morte em 2009 de Bausch, de um câncer fulminante aos 68 anos, que levou Wenders a recuperar material de arquivo e adaptá-lo com novas cenas.

 

O filme, fora de competição, era o terceiro na jornada deste domingo inteiramente dedicado em sua seção oficial ao 3D, depois do filme de animação Les contes de la nuit, de Michel Ocelot, e ao documentário Cave of Forgotten Dreams, de Werner Herzog.

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