Em Berlim, curta argentino ganha ´Teddy´ e Altman, o do público

O curta-metragem argentino "El dia que mori", de Maryam Keshavarz, e o longa filipino "Ang Pagdadalaga ni Maximo Oliveros", de Auraeus Solito, ganharam o prêmio Teddy para filmes com temática homossexual do Festival de Berlim, enquanto Robert Altman conquistou a preferência do público com "A Prairie Home Company". Os dois prêmios foram divulgados neste sábado na preparação para a festa de entrega dos Ursos.O curta de Keshavarz, que já havia recebido menção especial do júri oficial do Festival de Berlim, recebeu o prêmio de 3 mil euros, na grande e colorida festa de 20º aniversário do Teddy. O longa-metragem de Auraeus Solito aborda a situação de um rapaz de 12 anos nos subúrbios de Manila.Os júris independentes do Festival de Berlim também concederam hoje o Prêmio Ecumênico ao filme bósnio "Grbanica", de Jasmila Zbanic, enquanto o dos leitores do jornal "Berliner Morgenpost" foi para Altman.O prêmio Anistia Internacional de Direitos Humanos foi para "U Nergiz Biskivin", de Masoud Arik Salih e Hussein Hassan Ali, sobre a resistência curda contra o presidente iraquiano deposto Saddam Hussein."Der freie Wille", do alemão Matthias Glasner, recebeu o prêmio da Associação de Teatros e Cinemas de Arte.Os prêmios dos júris independentes são divulgados antes da entrega dos Ursos de Ouro e Prata, prêmios máximos da competição. Este ano, pela primeira vez, os vencedores não serão anunciados em entrevista coletiva, mas na própria festa de entrega (a partir das 16h de Brasília).A direção do Berlinale se inclui assim na tradição de outros festivais, como Cannes e Veneza, por considerar que dá mais dramaticidade aos prêmios e após ter assinado um contrato com a televisão pública alemã para a transmissão ao vivo do espetáculo.

Agencia Estado,

18 de fevereiro de 2006 | 13h15

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