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Elenco de novo 'Caça-Fantasmas' passa por cima das críticas para reviver história clássica

Quarteto é reinterpretado todo por mulheres: Kristen Wiig, Melissa McCarthy, Kate McKinnon e Leslie Jones

Reuters

11 de julho de 2016 | 11h02

LOS ANGELES - As quatro atrizes principais do novo Caça-Fantasmas estão prontas para provar que mulheres podem lutar contra entidades sobrenaturais tão bem quanto os antecessores homens.

Caça-Fantasmas é baseado no filme do mesmo nome de 1984, em que excêntricos caçadores de fantasmas interpretados por Bill Murray, Dan Aykroyd, Harold Ramis e Ernie Hudson salvam a cidade de Nova York de uma destruição sobrenatural.

O novo filme, que chega aos cinemas em 15 de julho, segue trama similar. Parapsicólogas excêntricas enfrentam fantasmas que levam Manhattan ao caos, e elas são agora interpretadas por Kristen Wiig, Melissa McCarthy, Kate McKinnon e Leslie Jones.

O elenco sabe um pouco sobre o que é estar por baixo. Quando o novo Caça-Fantasmas foi anunciado, o filme atraiu reações fortemente positivas e negativas pela composição toda feminina, algo que é alvo de uma referência sutil durante o filme.

O primeiro trailer, divulgado em março, dividiu o público e teve mais de 900 mil “dislikes”, o trailer de filme com mais “dislikes” do YouTube.

"Eu não reagi bem. Eu posso ter tuitado o meu endereço para algumas pessoas virem me ver”, afirmou Leslie Jones, acrescentando que as colegas de elenco “tiveram que acalmá-la”.

Fãs da franquia original podem encontrar rostos familiares, humanos e paranormais, além de dispositivos como o carro Ecto-1 e a mochila de prótons. No entanto, a verdadeira nostalgia é reviver a química do quarteto original, heróis do cinema cult. 

"Eu quis trazer o espírito dos antigos, e mesmo que você não acredite na gente, nós vamos fazer a coisa certa de qualquer modo”, declarou Melissa McCarthy. "Eu acho que é por isso que os amo tanto. Eles ainda estão salvando todo mundo, apesar de as pessoas não estarem os apoiando.”

O diretor Paul Feig disse: “Não há nada pior do que tentar forçar uma mulher num papel escrito para um homem”. Ele quis, em vez disso, proporcionar uma plataforma para o elenco principal mostrar as suas habilidades.

"Já é hora de as mulheres se estabelecerem nesses grandes papéis principais, que são tridimensionais, que têm fraquezas e vulnerabilidades de uma maneira que as mulheres não tem às vezes permissão para mostrar”, afirmou ele.

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