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Elenco de filme sobre Han Solo é aposta em diversidade e sucesso

‘Han Solo: Uma História Star Wars’ traz no elenco principal Emilia Clarke, de ‘Game of Thrones’, e Donald Glover, o rapper Childish Gambino

Pedro Rocha, Especial para O Estado

22 Maio 2018 | 06h00

Han Solo: Uma História Star Wars pode mostrar a origem do amado personagem da saga, mas é mais que um filme sobre uma única pessoa. Ao longo de sua jornada, o personagem, agora na pele de Alden Ehrenreich, está acompanhado de um time, formado junto ao wookie Chewbacca, sua conterrânea Qi'ra (Emilia Clarke) e o trambiqueiro Lando Calrissian (Donald Glover).

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O quarteto principal do filme conta com nomes famosos e amados na TV e na música. Glover, ator vencedor do Emmy pela série Atlanta e rapper com a alcunha de Childish Gambino, é o nome do momento. Na semana passada, sacudiu a internet ao lançar o violento e crítico clipe This Is America, que fala sobre racismo. “É bom ver meu filho com um brinquedo do Pantera Negra. Trazer diversidade é a coisa mais importante a se fazer”, diz o ator, em uma videoconferência com jornalistas brasileiros, sobre representatividade.

Emilia, a Mãe dos Dragões Daenerys, de Game of Thrones, também comemora a diversidade. Recentemente, ela criticou de forma pública o adjetivo “mulher forte” para definir sua personagem. “Se você fala ‘homem forte’, pensa em alguém musculoso. Seria positivo ter mulheres definidas por suas personagens, e não apenas pelo fato de serem mulheres.” 

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A personagem dela, inclusive, é um dos grandes mistérios do longa, já que é a única inédita no quarteto principal. “Game of Thrones tem muita ação, mas fico afastada. Amo poder fazer ação com minhas próprias mãos nesse filme e o fato de ela ser um grande segredo, o que é um spoiler, ” ri.

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Ehrenreich e Glover dão vida a personagens imortalizados por Harrison Ford e Billy Dee Williams na saga original. Antes de começarem as gravações, cada um encontrou seu respectivo antecessor. “O fato de ele tirar um tempo do seu dia para ir onde eu estava significou muito para mim”, diz Alden sobre Ford. Já Donald relembra um conselho que recebeu de Williams para fazer um bom Lando: “Seja charmoso.”

O desafio, para Alden, não está em encarar personagens icônicos, mas num equilíbrio. “É uma combinação entre absorver o máximo dos filmes originais e ser verdadeiro com a história sendo contada no momento.” Para o ator, o público vai ver um lado de Han Solo que não espera. “Quase um sonhador, idealista, algo que não associamos a ele.” O ator não se preocupa com possíveis reações negativas ao filme. "Se você não olha comentários na internet, elas  não existem”, brinca. “O personagem não sabe que é o Han Solo, um ícone. Você tem que ignorar as expectativas ."

Mundo fantástico. Outro fato inédito para Han Solo neste filme é que, pela primeira vez na saga Star Wars, o público verá ele falar a língua dos wookies. “Tive que aprender um pouco para o meu teste”, revela Alden. Para a cena do longa, porém, o diálogo foi improvisado, mas com alguns cuidados. “Algumas palavras eram repetidas várias vezes, então tive que repetir da mesma forma.”

Emilia Clarke, que sempre atua com dragões imaginários em Game of Thrones, comemora o fato de poder interagir com as diferentes criaturas e robôs do filme, marca registrada desde o início da franquia com George Lucas. “A melhor coisa de levar amigos no set de Star Wars é ir ao departamento das criaturas. As pessoas fazem rostos incríveis e com quase tantos movimentos quanto os nossos. As reações são muito reais.”

Fã de Star Wars desde criança, Glover confessa que teve um momento de histeria ao entrar pela primeira vez na nave Millenium Falcon. “Todos tivemos um tempo para pirar”, revela. “Deitei na cama, olhei todos os lugares. Pude curtir por uma meia-hora até começar a trabalhar.”

Os três atores assumem que gostariam de reprisar os papéis em possíveis novos filmes. “Eu queria saber mais sobre a família dele e de onde ele vem”, diz Glover ao ser questionado sobre um filme solo para Lando Calrissian. Para Alden, seria interessante ver Han Solo como um Indiana Jones intergalático. “Seria legal se tivéssemos diferentes aventuras em submundos de Star Wars.” Emilia, que também quer viver Qi’ra mais uma vez, brinca e fala para o alto. “Kathy, se você estiver ouvindo, nós topamos”, diz à presidente da Lucasfilm, Kathleen Kennedy. No primeiro spin-off da franquia (este é o segundo), Rogue One, de 2016, o final não permitiu sonhar, já que todos os personagens se tornaram mártires. Mas por se tratar de um filme ambientado antes de Uma Nova Esperança (1974), quando Han Solo encontra Luke Skywalker, a ideia de novos filmes é possível.

Han Solo: Uma História Star Wars chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 24.

 

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