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'Eight Days a Week' revela os gloriosos e cansativos anos da Beatlemania

Durante boa parte de Eight Days a Week, o espectador assiste, no auge da Beatlemania, a histéricas manifestações de fãs. Numa cena, você vai achar que reconhece a garota que chora, e grita. Ops! É a futura estrela Sigourney Weaver.

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

02 de fevereiro de 2017 | 10h50

Em outra cena, os Beatles estão desembarcando nos EUA. Ainda são desconhecidos, mas em seguida, após a histórica apresentação no Ed Sullivan Show, a ‘América’ inteira vai saber quem são os rapazes de Liverpool. O repórter aproxima-se. Pergunta quem é quem. “Sou Eric.” Hi, Eric. O beatle escancara o sorriso. “Não existe Eric, sou John Lennon.”

Esse diálogo surreal seria impossível dali a algum tempo, porque o mundo todo ia saber quem era cada um deles. Dois já se foram – Lennon e George Harrison. Restaram Paul McCartney e Ringo Starr para contar histórias.

E o diretor de Os Reis do Ié-Ié-Ié e Socorro!, Richard Lester. Contam histórias deliciosas, mas o filme tem muitas imagens de arquivo, muitas entrevistas feitas na época.

Realizador conceituado, às vezes grande autor – Rush e No Coração do Mar –, Ron Howard é um ficcionista que aqui se exercita no documentário. Os Beatles estavam presos a contratos tão miseráveis que tinham de gravar muito, e fazer muitos shows.

The Touring Years, os anos na estrada, foram exaustivos, mas gloriosos. E Howard resume uma história das transformações nos EUA e no mundo nos anos 1960.

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