Egito não permite exibição de filme sobre judeus egípcios, diz produtor

As autoridades egípcias não deram a licença para a exibição de um documentário histórico sobre a comunidade judaica do país, disse o produtor do filme nesta quarta-feira, uma de várias disputas sobre a liberdade de expressão sob o governo islamista.

Reuters

13 de março de 2013 | 16h02

O Egito já fazia restrições sobre cineastas sob o presidente Hosni Mubarak, exigindo que eles buscassem a aprovação do Departamento de Censura para exibir seus trabalhos. Depois que Mubarak foi derrubado em 2011, os cineastas esperavam mais liberdade artística, mas críticos do governo dizem que pouco mudou.

O produtor Haitham al-Khamissi disse que autoridades do Departamento de Censura lhe disseram que a Segurança do Estado pedira para ver o filme dele, "Os Judeus do Egito", antes que pudesse ser liberado para ser exibido nos cinemas.

Mas uma fonte da segurança negou que a Segurança do Estado estivesse bloqueando o filme, dizendo que as licenças eram dadas pelo Departamento de Censura. Funcionários do Departamento de Censura não estavam disponíveis para dar declarações.

Khamissi disse que a licença para o filme, que foi exibido primeiro com permissão oficial em um festival de cinema no Egito em 2012, normalmente levaria algumas horas, mas ele disse que estava esperando há uma semana.

O filme retrata mudanças na aceitação da sociedade egípcia de sua antiga minoria judaica na primeira metade do século 20. A maioria dos judeus fugiu do país devido a ataques contra sua comunidade, principalmente depois da guerra de 1956, quando Israel invadiu o Egito junto com a Grã-Bretanha e a França, que tentavam recuperar o controle do Canal de Suez.

(Reportagem de Asma Alsharif)

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