Jean-Paul Pelissier/Reuters
Jean-Paul Pelissier/Reuters

Edward Norton está no Brasil para a Rio+ 20 e divulgar 'O Legado Bourne'

Embaixador da ONU para biodiversidade, astro participa de painéis sobre economia verde

Luiz Carlos Merten - O Estado de S.Paulo,

20 de junho de 2012 | 10h23

RIO - Edward Norton chegou ao Brasil na segunda para participar da Rio + 20. O astro é embaixador da ONU para assuntos de biodiversidade e, como tal, participa de painéis discutindo questões como a economia verde e seus benefícios para preservação da fauna e flora. A empresa Paramount aproveita sua presença no País para divulgar O Legado Bourne, que estreia só em agosto.

O novo longa da série não é estrelado por Matt Damon, mas por Jeremy Renner, cooptado pela mesma agência que transformou Bourne em máquina de matar. Norton preside uma agência obscura, o poder por trás do poder. Ele explica por que quis fazer o papel. “Tony Gilroy ajudou a formatar a série escrevendo os filmes e depois virou diretor de longas bastante críticos sobre o poder na América. É algo que me interessa discutir por meio dos filmes.” O repórter assistiu ao trailer. As cenas são excitantes. O que Norton pensa disso? “A cenas são realmente muito boas, mas o que me excita mais é a personalidade crítica do diretor.”

Sobre seu papel como embaixador da ONU, Norton conta que a preparação começou em casa. “Meu pai já era ecologista antes que o conceito se generalizasse. Tive sempre o seu exemplo de conservacionista, preocupado com o meio ambiente. A biodiversidade é algo para a maioria das pessoas, mas se ocupa do equilíbrio na questão ambiental. Como as espécies, a fauna e flora, sobrevivem num planeta ameaçado? Cientistas muitas vezes falam uma língua própria, têm dificuldade de se comunicar com pessoas como você e eu. É preciso trazer as grandes indagações para as pessoas comuns, e é aí que eu entro. Modéstia à parte, sou um bom contador de histórias.”

Que tipo de histórias? “Trabalhei muito tempo num projeto conservacionista no Quênia. O país não é como o Brasil, não possui uma Amazônia, mas tem santuários para preservação da fauna, por exemplo. O problema é o que ocorre fora dessas reservas. Nosso projeto investia na responsabilidade comunitária. Não existe conservação sem participação nem responsabilidade das pessoas.” Existe o Edward Norton ator, de filmes como Clube da Luta, Hulk, etc. Entra em cena agora o cidadão, o militante das boas causas ambientais. Como o cinema pode ajudar na conscientização? “Nos últimos anos surgiram documentários de muito boa qualidade. É uma maneira de equilibrar o ímpeto consumista da produção de Hollywood. O consumismo não favorece a sustentabilidade e, sem ela, não há solução.”

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