Eduardo Coutinho deixa filmografia com produções premiadas

Confira os principais documentários da carreira de cineasta

Celso Filho, Especial para o Estado

02 de fevereiro de 2014 | 18h04

Considerado com um dos maiores documentaristas brasileiros, Eduardo Coutinho, assassinado neste domingo, 2, no Rio, deixa uma filmografia de mais de 20 produções, sendo 12 longa-metragens. Em 2007, o cineasta foi prremiado com o Kikito de Cristal, no Festival de Cinema de Gramado. Entre os maiores destaques de sua carreira, estão "Cabra Marcado Para Morrer" (1985), "Edifício Master" (2002) e "Jogo de Cena" (2007).

Confira alguns dos filmes de sucesso da obra de Eduardo Coutinho:

Cabra Marcado Para Morrer (1984)

O filme narra a vida de João Pedro Teixeira, um trabalhador rural paraibano, assassinado em 1962. A produção sairia em 1964, mas foi interrompida pelo golpe militar e Coutinho foi acusado de comunismo na época. Em 1981, o cineasta retoma o projeto com a mesma equipe e personagens. O resultado é uma obra que foi premiada em festivais do Brasil e do exterior.

Babilônia 2000 (2001)

Coutinho acompanha os preparativos para a chegada do novo milênio em comunidades do morro da Babilônia no Rio de Janeiro. O documentário acompanha a vida dos moradores da região e suas expectativas para os anos 2000.

Edifício Master (2002)

Ambientado em um tradicional prédio do bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, o documentário mostra a vida de moradores muito diferentes uns dos outros, mas que vivem no meu local.

Jogo de Cena (2007)

Em um anúncio de jornal, o cineasta convida oito mulheres para contar um pouco de suas histórias em frente às câmeras. No documentário, Coutinho faz um jogo de cena, misturando as personagens reais com a interpretações de atrizes.

Moscou (2009)

Penúltimo filme de Coutinho continua a discussão da relação entre documentário e ficção. No filme, ele acompanha os ensaios de um grupo de teatro que fazem uma adaptação da peça "Três irmãs" de Anton Tchekhov.

As Canções (2011)

Em seu último filme, Coutinho visita o poder da música na memória afetiva das pessoas. No filme, ele convida os personagens a cantarem canções que marcaram suas vidas.

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