Ed Harris renova faroeste no filme 'Appaloosa'

Ator veterano assume várias funções, mas deixa posto de herói para Viggo Mortensen ('O Senhor dos Anéis')

REUTERS

08 de dezembro de 2004 | 15h30

Sem pretensão a reinventar o gênero, Ed Harris realiza um faroeste competente em Appaloosa - Uma Cidade sem Lei, sua segunda experiência como diretor. A primeira foi em 2000, com o drama biográfico Pollock, sobre o pintor Jackson Pollock, que rendeu um Oscar de atriz coadjuvante para Marcia Gay Harden.           Veja também:   Assista ao trailer de 'Appaloosa'  Ator veterano, com quatro indicações ao Oscar, a última delas como coadjuvante em "As Horas" (2002), Harris multiplica-se aqui como ator, diretor, co-produtor e co-roteirista neste filme em que é o protagonista, mas deixa o posto de herói para Viggo Mortensen ('O Senhor dos Anéis"). O filme entra em cartaz apenas em São Paulo. Mortensen dá um show de sutileza na pele de Everett Hitch, o fiel, calado e bom de tiro assistente do ainda mais sisudo xerife Virgil Cole (Harris). Hitch sempre está de olho vivo e dedo no gatilho de uma imensa espingarda quando os vilões estão por perto. O maior deles, o rancheiro Randall Bragg (Jeremy Irons, de Império dos Sonhos). Conflito básico: no ano de 1882, a cidade de Appaloosa está atormentada por Bragg e seus bandoleiros, que ditam sua lei e matam quem querem. Cole e Hitch são contratados para impor uma outra ordem, depois que o último xerife sumiu - e nem seu corpo foi encontrado. A nova dupla começa impondo um novo conjunto de regras, que é colado atrás da porta do novo xerife. Na lista fala-se de tudo, até da proibição de portar armas na cidade. Fica claro que o chefão Bragg não vai se conformar com isso. Enquanto o grande confronto não chega, quem desembarca na cidade é uma viúva, Alison French (Renée Zelwegger, de "Miss Potter"). Uma estranha no ninho, cuja função na história vai se esclarecer bem adiante. Antes disso, o coração endurecido do xerife balança forte por ela. Baseado em livro de Robert Parker, o roteiro de Harris e Robert Knot reserva uma boa cena de tribunal - com direito a discurso inspirado do réu Bragg - e diversas reviravoltas. Não decepciona os fãs de clássicos do gênero nem espanta os não tão apegados assim. A violência não é excessiva mas surge em todas as cenas onde se poderia esperar. (Por Neusa Barbosa, do Cineweb) * As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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