Ryan Conaty/The New York Times
Ryan Conaty/The New York Times

‘É um conto de fadas’, afirma Dwayne Johnson sobre seu novo filme

O astro diz que ‘Lutando pela Família’, que fala de luta livre, é comovente e mostra que sonhos podem ser realizados

David Villafranca  , EFE

26 de fevereiro de 2019 | 09h00

LOS ANGELES - Rei das bilheterias e do que há de mais espetacular em Hollywood, Dwayne Johnson está de passagem pelo cinema independente (indie) com Fighting With My Family, Lutando pela Família, uma comédia singular e comovente sobre uma família dedicada à luta livre, que o ator comparou a “um conto de fadas” que finalmente se tornou “realidade”.

“Eu estava em Londres, no meio da noite, e não conseguia dormir. Vi um documentário numa emissora local, The Wrestlers – Fighting With My Family, sobre uma família britânica maluca dedicada à luta livre”, disse ele à Efe, por telefone, sobre um filme inspirado em fatos reais que já está em cartaz nos Estados Unidos e deve estrear no Brasil em 11 de abril.

Essa família é formada pelo gângster e ex-lutador Ricky, sua mulher, Julia, sua filha Saraya Paige e seu filho Zack, que ganham a vida se apresentando pelos EUA.

“Além do falar sobre luta livre, o que me atraiu foi a ideia de uma família que queria que seus filhos se esforçassem para ser os melhores, e se surgisse uma oportunidade incrível que só acontece uma vez vida, eles tirariam vantagem disso”, acrescentou Johnson.

Distanciado, por um tempo das megaproduções do tipo Velozes e Furiosos, que fizeram dele uma estrela, Johnson levou este ano para Sundance seu filme Fighting With My Family, que conta com direção e roteiro de Stephen Merchant (Vida de Escritório, The Office) e com um elenco liderado por Florence Pugh, Lena Headey, Nick Frost e Vince Vaughn.

Com muito humor e uma proximidade afetuosa com seus personagens, mais próximo da comédia de costumes do que do melodrama esportivo, Fighting With My Family centra-se em uma família proletária no Reino Unido que é completamente apaixonada por wrestling e organiza combates com meios limitados em bares e recintos nada importantes.

Mas a grande chance para a família vem quando a World Wrestling Entertainment (WWE), uma das mais importantes empresas de lutas, convida uma das filhas da família Knight, Saraya ‘Paige’ Bevis, para fazer alguns testes e se tornar uma lutadora profissional.  

“Em primeiro lugar, o que realmente me fascinou nessa história é que me identifiquei com ela de imediato”, contou Johnson, que triunfou na WWE antes de se tornar ator e cujo pai e avô também se dedicaram à luta.

O intérprete, que em Lutando pela Família, além de ser produtor executivo, reservou um pequeno papel no qual interpreta a si mesmo, destacou que a história de Paige é a de um sonho que se tornou realidade “contra todas as probabilidades”. “Não só ela chegou à WWE, como se tornou uma estrela.”

Apesar de ser garantia de boa bilheteria, Johnson se dedicou a desenvolver Fighting With My Family sem apoio de um grande estúdio e apenas com sua empresa, Seven Buck Productions. 

A jogada parece ter dado certo, já que após sua estreia em Sundance, a meca do cinema “indie”, as críticas têm sido muito positivas. “O objetivo não era fazer um filme da WWE nem sobre luta livre profissional: a meta era fazer um filme sobre família (...) na qual a luta entra como pano de fundo”, explicou ele.

Além disso, Dwayne Johnson disse que mesmo as pessoas que não são fãs da luta podem desfrutar plenamente do filme e talvez encontrem “algo extremamente interessante”.

“O que fizemos pela primeira vez em Fighting With My Family foi remover a cortina sobre a WWE e mostrar os fundamentos do seu trabalho, e tudo o que acontece fora de cena”, justicou ele. De sua parte Dany Garcia Johnson, ex-mulher e parceira habitual do ator como produtora, salientou que esse é um “filme íntimo e pessoal” em comparação com outros feitos anteriormente, como Jumanji – Bem-Vindo à Selva (2017).

“Para nós, havia muito sentimento e humor na história. Mas todos podem se identificar com a tentativa de fazer o melhor para sua família.” Finalmente, Hiram Garcia, a terceira perna do tripé que detém a Seven Buck Productions, exaltou o elenco do filme e elogiou a jovem Florence Pugh, uma revelação.

“Talvez as pessoas não percebam isso, mas na última parte do filme, quando há a grande luta, Florence está ao vivo na frente de 30 ou 40 mil pessoas. No cinema, é comum estar em frente às câmeras, repetir as tomadas, mas não fazer isso ao vivo, diante de um público real de wrestling (...), que jamais se conforma com um espetáculo medíocre”, concluiu o ator. / TRADUÇÃO DE CLAUDIA BOZZO

 

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