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Dustin Hoffman é elogiado por estreia na direção

Ator apresentou 'Quartet' no Festival de Cinema de Toronto no último domingo, 9

JULIE GORDON, Reuters

11 de setembro de 2012 | 19h07

Aos 75 anos, Dustin Hoffman finalmente deu o passo da atuação para a direção em Quartet, comédia que encantou público e crítica no Festival de Cinema de Toronto.

Rodado no interior britânico, o filme mostra um trio de ex-cantores de ópera vivendo pacatamente num asilo para músicos idosos. Sua paz é quebrada pela chegada de uma nova moradora, ex-colega do grupo e ex-mulher de um dos protagonistas.

Para Hoffman, atrás da câmera pela primeira vez após quase cinco décadas como ator, o roteiro de Quartet o convenceu de que havia chegado a hora da transição. "Quando o li no avião, comecei a chorar, e eu realmente não reajo a roteiros dessa forma."

"Uma das coisas que me atraem é o que é invisível na nossa sociedade", acrescentou. "E, com a idade, pelo menos nos EUA, as pessoas colocam seus pais em casas de repouso para se livrarem deles. Acho que há um afastamento do inevitável."

Adaptado por Ronald Harwood da sua peça homônima, Quartet recebeu críticas positivas, e foi comparado a O Exótico Hotel Marigold, inesperado sucesso de 2011.

O quarteto do título é interpretado por Maggie Smith, Tom Courtenay, Billy Connolly e Pauline Collins. Na trama, os três personagens já internados no asilo precisam convencer a ex-diva Jean Horton (Smith) a se reunir com eles para uma apresentação que atrairá fundos para evitar a falência do local. O lento avanço da demência senil na personagem de Collins garante doses de humor e drama à narrativa.

Quartet, lançado pela Weinstein Company, estreou no domingo, 9, no festival de Toronto, diante de uma plateia entusiasmada, que se rendeu às atuações dos quatro veteranos atores britânicos.

A publicação Screen International destacou a hilária interpretação de Connoly como o desbocado Wilfred, e disse que Hoffman fez um filme "afetuoso, tocante e charmoso".

A Variety disse que Quartet "oferece um retrato espirituoso de almas que, quando chega o chamado para cair o pano, pretendem continuar cantando, dançando e xingando noitada adentro".

A Hollywood Reporter observou que o filme se destina a públicos mais velhos, e disse que Hoffman colocou sua força e experiência a serviço do trabalho dos atores.

Para Hoffman, dono de dois Oscars como ator, a chave para o resultado de Quartet foi encontrar a mistura correta de humor e emoção.

"Alguns diretores são colaborativos, com alguns é preciso brigar", disse ele. "Eu tinha esses atores maravilhosos e disse: ‘Não estamos aqui para interpretar personagens. O que vocês sentem com essa idade? Deixem isso aparecer."

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