Duas gerações do prof. Xavier promovem novo ‘X-Men’

'X-Men: Dias De Um Futuro Esquecido', que estreia dia 22, é o melhor filme da saga

Flavia Guerra, O Estado de S. Paulo

14 de maio de 2014 | 18h23

"Só aceitei fazer X-Men porque o Bryan Singer me convenceu de que esta não seria mais uma franquia para fazer milhões, mas única, sobre algo mais profundo, que iria além do usual em suas questões." Assim o ator Patrick Stewart, que há 14 anos interpreta o líder dos mutantes Charles Xavier, definiu não só sua participação na saga X-Men, mas também a grande qualidade da saga que promete levar milhares de fãs ao cinema com sua nova aventura X-Men: Dias De Um Futuro Esquecido, que chega aos cinemas de todo o mundo em 22 de maio.

No Brasil para promover o lançamento do novo filme, Stewart conversou há pouco com a imprensa, ao lado do ator escocês James McAvoy, que também interpreta o professor Xavier, mas na juventude. Os dois são a peça-chave para ajudar Wolverine (Hugh Jackman) a voltar no tempo e tentar convencer Mística (uma estonteante Jennifer Lawrence) a não matar Dr. Bolivar Trask (Peter Dinklage), cientista que quer criar um exército de robôs, os Sentinelas, capazes de destruir todo e qualquer mutante.

É esta guerra pela sobrevivência da própria espécie e por um mundo em paz que os X-Men travam neste último e melhor dos filmes da saga. Além da trama bem amarrada, dos efeitos especiais, o novo elenco, que se une aos já veteranos, acrescenta algo de novo e instigante à franquia. A trama desta vez se passa em 1973, para onde Wolverine regressa com a ajuda dos poderes de Kitty Pride (Ellen Page), que já havia atuado em X-Men: O Confronto Final. Somente ele, com seu poder de superregeneração, é capaz de se recuperar dos possíveis danos causados ao cérebro de quem viaja tanto no tempo. "É por detalhes tão interessantes como esses que esta é uma grande saga. Mas, se eu for definir o que realmente é X-Men, e principalmente este novo filme, diria que sua metáfora mais proeminente é a capacidade de exercer a tolerância, de entendermos uns aos outros, de lutar pela paz", declarou Stewart, que declarou que em sua segunda visita ao Brasil (a primeira foi em 1962, com o grupo teatral Old Vick) está ansioso para conhecer o técnico da Seleção brasileiro, Luís Felipe Scolari. "O encontro vai ser na sexta de manhã. Estou ansiosíssimo. Eu sou um grande fã de futebol. Estou aguardando muito esta Copa. E que a Inglaterra se saia bem!"

Quando questionados sobre qual é o grande dom de Xavier, tanto Stewart quanto McAvoy afirmaram que é sua capacidade de ter empatia pelos outros. "Ele é um líder, um professor. Seu talento mais especial não é só ler a mente das pessoas, mas sim se colocar no lugar delas. É preciso sabedoria para entender o que o outro sente, pelo que ele passa. É disso que precisamos para que tenhamos um mundo mais tolerante", afirmou Stewart. "É exatamente isso que tentei entender no trabalho de Stewart quando criei o meu Xavier. Nós nunca tínhamos nos visto, nunca tínhamos trabalhado juntos. Entender este dom foi importante para que houvesse uma unidade entre nós", completou McAvoy, que contracena com Stewart em um dos momentos mais decisivos do filme. "Imagine. É o Xavier do passado, jovem, desiludido e inseguro, encontrando o professor em que se tornou do futuro. De uma forma incrível, ele ajuda a si mesmo. Esta cena, a primeira que o McAvoy rodou no filme, é muito especial", completou Stewart.

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