Dramalhão tem bilheteria beneficente

Falar mal de A Corrente do Bem pode ser considerado politicamente incorreto, pois o filme protagonizado pelo garotinho de O Sexto Sentido é repleto de boas intenções.Em ação inédita, a Warner destinará cerca de 5% de sua bilheteria em todo o Brasil a três intituições de caridade: o Instituto Ayrton Senna, a Fundação Gol de Letra e os Doutores da Alegria.O filme é um dramalhão, assumidamente concebido para levar o espectador às lágrimas. Em alguns casos, até aos soluços.Com um final desnecessariamente trágico, a produção baseada no romance de Catherine Ryan Hyde transforma a intenção de ajudar alguém´´ em uma experiência desagradável. Talvez o melhor a fazer seja comprar o ingresso, mas esquecer do filme.Haley Joel Osment, o garotinho que emocionou a platéia mundial ao revelar eu vejo gente morta´´, aqui interpreta um menino disposto a ajudar as pessoas. E quem sabe mudar o mundo, que ele considera uma droga - em parte porque a mãe (em atuação convincente de Helen Hunt) é uma alcoólatra.Em um trabalho escolar, a pedido de um professor misterioso (Kevin Spacey), o garoto propõe uma fórmula simples, porém utópica. Cada pessoa deve fazer algo para ajudar alguém, algo que o interessado não pode fazer por si mesmo. E quem for ajudado deve passar adiante, fazendo o bem para três pessoas.Apesar das presenças de peso no elenco, o filme dirigido por Mimi Leder (de Impacto Profundo) derrapa feio ao carregar nas tintas. Na linha desgraça pouca é bobagem´´, chega a cobrir o corpo de Kevin Spacey de queimaduras. E o roteiro ainda obriga o ator a tirar a camisa, gerando um desconforto total. A Corrente do Bem - (Pay it Forward) - Drama. Direção de Mimi Leder. EUA/2000. Duração -123 minutos.

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