Dr Dolittle 2 repete fórmula

Assim como o primeiro da série, Dr. Dolittle é um filme de uma piada só: tem animais que falam. Não, não estamos falando de Eddie Murphy, mas da variedade de castores, ursos, pássaros, guaxinins, esquilos, lobos, cachorros, até mesmo um camaleão mexicano que não param de falar no filme.Pouca coisa acontece. No primeiro filme também era assim pois o tempo todo do que se tratava era do fato de Dolittle (Murphy) se acostumar á idéia de poder se comunicar com os animais. Aqui, todo mundo já sabe disso, ele vira celebridade da TV, é assediado por gente e bichos com problemas.Um destes é um guaxinim que vem com uma missão do Castor. O castor é um sujeito muito poderoso, que fala com sotaque italianado e tem alguma coisa a ver com famílias misteriosas. Ou seja, não se diz não a ele.O guaxinim explica isso e o dr. Dolittle vai atender ao chamado do Castor. mesmo que tenha de abandonar seus problemas domésticos: a mulher (a bela Kristen Wilson) reclama da falta de atenção e a filha, bem, a filha é uma adolescente. Pior ainda, uma filha com um namorado que, digamos, não corresponde aos ideais de Dolittle para tal papel. De qualquer maneira, o bom doutor e seu cachorro Lucky vão para a floresta, onde o castor lhe pede que dê um jeito em madeireiras que querem acabar com o habitat da bicharada.A forma encontrada de preservar o lugar é colocá-lo como santuário de espécies em extinção. No caso, a ursa parda do Pacífico que há por lá. Mas como um indivíduo não caracteriza uma espécie, Dolittle arranja outro urso pardo do Pacífico. Só que este é o Archie, um urso de circo que detesta natureza e tem de aprender a comer, a caçar e a sobreviver na floresta. Além disso, tem de conquistar a ursa Ava.Os malvados fazem de tudo para impedir que o romance se consuma e Dolittle e sua família tentam o contrário. Há até uma greve dos bichos para forçar o capital a se curvar diante da ecologia.Com tão pouco a ver, restam os bichos que são simpáticos ocasionalmente engraçados. O elenco humano tem Eddie Murphy surpreendentemente pouco exagerado nas caretas e na metralhadora verbal, mas sem muito o que fazer num personagem tão virtuoso.

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