Doutores da Alegria é o melhor do 2.º Fiesp/Sesi-SP

Em semana de É Tudo Verdade, a noite de ontem foi dos palhaços e do documentário na entrega do 2.º Prêmio Fiesp/Sesi do Cinema Paulista, na segunda. Foi uma surpresa para a diretora Mara Mourão, que subiu ao palco para receber o prêmio de melhor filme do ano por Doutores da Alegria. "Agradeço ao Wellington (Nogueira, que levou o prêmio de melhor ator) que me deu carta branca. E queria dividir o prêmio com o Toni (Venturi, diretor de ´Cabra-Cega´), que fez um belo filme." O produtor Fernando Dias completou: "É muito bom ganhar com um documentário." Doutores ainda levou a melhor trilha sonora para Arrigo Barnabé. O documentário também ganhou destaque com a entrega do melhor roteiro para Vlado - Trinta Anos depois, de João Batista de Andrade. "Fico duplamente contente porque não esqueceram que, além de secretário da Cultura do Estado, eu ainda sou cineasta", declarou. Se Cabra-Cega perdeu o merecido prêmio de melhor ator (o ótimo Leonardo Medeiros), abocanhou o de melhor atriz, que foi para Débora Duboc. O homenageado da noite foi Fernando Meirelles, que subiu ao palco surpreso por não saber da premiação. "Achei que tinha sido convidado só para entregar um prêmio", brincou ele, que depois chamou Toni Venturi ao palco para receber o prêmio de diretor. Após subir ao palco duas vezes para receber prêmios por sua equipe (melhor ator coadjuvante para Jonas Bloch e direção de arte para Chico Andrade), Toni finalmente foi buscar o seu e fez agradecimento contundente: "Este prêmio é muito importante para selar a integração entre indústria e cinema. Esta conversa é resultado da ação de um grupo que há anos vem fazendo um trabalho paulatino para estabelecer uma política pública de cinema no Estado. Para este ano, já está certa a triplicação da verba para incentivo na área, que também vai abranger TV independente e animação." O presidente do Sindicato da Indústria Cinematográfica de São Paulo, André Sturm pontuou: "Uma amiga brincou que somos muito bons de iniciativas, mas péssimos em ´continuativa´. Por isso, uma segunda edição do prêmio é importante." "O diálogo já melhorou muito. O mais evidente é que há simpatia do setor industrial. Antes, era vergonha dizer que se fazia cinema. Hoje já é motivo de orgulho", completou. O merecido prêmio de curta-metragem foi para Historietas Assombradas (para crianças malcriadas), de Victor Hugo Borges. A melhor fotografia foi para Lauro Escorel, por Jogo Subterrâneo. Claudia Mello levou o de melhor atriz coadjuvante. "Dedico o prêmio especialmente para Ariclê Peres (com quem contracena em ´Quanto Vale ou É por Quilo´, de Sérgio Bianchi, que também levou a melhor montagem, para Paulo Sacramento)", declarou Claudia.

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