Dominic Swain não quer, mas será sempre "Lolita"

"Here comes Lolita" (Aí vem Lolita). O repórter faz gracinha para saudar a chegada de Dominic Swain ao local da entrevista. Na verdade, a entrevista está sendo feita no barco que abriga os atores de Death in the Water, o thriller psicológico que Gustavo Lipsztein roda em Angra dos Reis. A associação com Lolita vem porque ela faz a ninfeta de Vladimir Nabokov no filme que Adrian Lyne adaptou do romance. Dominic grita "No!" (Não) e logo acrescenta: "Lolita foi há cinco anos."É verdade. A ninfeta daquele filme, e a verdade é que ela não era bem a menina descrita por Nabokov, desabrochou e virou mulher. Dominic está na flor dos seus 20 anos. Completou a data redonda em Angra, no set de Death in the Water. "É um filme de gente jovem", diz. O diretor Lipsztein tem 28 anos, ela tem 20, seus colegas de elenco estão na mesma faixa - Henry Thomas, o ex-garoto de ET, tem 29, Scott Bairstow e Sebastian DeVicenti estão chegando lá ou têm um pouco mais. Ela conta que foi legal fazer Lolita, mas diz que o escândalo produzido pelo filme não a beneficiou. Lolita sequer foi lançado nos cinemas dos Estados Unidos (teve um pequeno lançamento em Los Angeles e só).Mas ela não se queixa. Tem filmado bastante, até demais. Vem de um filme com Scott Bairstow, outro com Henry Thomas. Reencontrou-os no set de Death in the Water. Fala de Gloria, sua personagem. "É uma garota mimada, que quer manipular todos à sua volta para obter o que pretende." Dominic não se sente próxima da personagem nem quer se identificar com ela. Admite que não é uma atriz técnica. Nunca estudou arte dramática - nem quer.Representa no instinto, "com a emoção que sai daqui" e bate no peito. Quis fazer o filme de Lipsztein assim que leu o roteiro de Death in the Water. Não importa que fosse um diretor estreante, num país distante. Embarcou na aventura e não se arrepende. Mas também não vê a hora de terminar a filmagem, o que deve ocorrer por estes dias. "Vou partir em viagem de férias, preciso parar um pouco", diz. Para onde vai? "Para a Itália, Roma". Lolita - pois ela ainda é e talvez seja sempre Lolita - sorri e despede-se. Tem de sair para nova tomada de cena.

Agencia Estado,

11 de setembro de 2000 | 19h40

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.