Documentaristas levam visões tenebrosas a Toronto

Uma nova onda de documentários exibidos no Festival Internacional de Cinema de Toronto este ano formula uma pergunta perturbadora: será o desastre ambiental e social em escala global iminente e talvez inevitável?

FRANK MCGURTY, REUTERS

14 de setembro de 2009 | 15h46

Dois anos atrás, as visões de fim de mundo capturadas por três cineastas no evento anual do cinema poderiam ter parecido implausíveis. Mas hoje, após a experiência de quase morte vivida pela economia global nos últimos 12 meses, o público talvez já não ache essas ideias radicais ou incompreensíveis.

"Comparado com cinco anos atrás, muita coisa mudou na consciência das pessoas em relação ao meio ambiente", disse o diretor Peter Mettler, falando de seu filme: "Petropolis: Aerial Perspectives of the Alberta Tar Sands".

Mettler apresenta uma visão aérea dos enormes projetos de exploração de areias petrolíferas nas florestas boreais do norte do Canadá, captando a escala maciça da destruição provocada.

Seu filme não é o único a apresentar uma visão sombria.

"Colony", de Carter Gunn e Ross McDonnell, é um mistério sobre o mundo bucólico da apicultura colocado de ponta-cabeça por um fenômeno conhecido como "desordem de colapso de colônias" e seu impacto devastador sobre a agricultura.

Michael Moore já tinha feito manchetes com sua visão sobre o derretimento do mercado financeiro em 2008, "Capitalism: A Love Story", mas o diretor de "Collapse", Chris Smith traça um retrato ainda mais sombrio de um mundo em crise.

Essa onda de documentários pessimistas pode levar o público a se perguntar se deveria estar estocando água e alimentos em casa. Mas Mettler, cujos créditos anteriores incluem "Jogos, Deuses e LSD", diz que o objetivo subjacente é simplesmente conscientizar as pessoas da situação do mundo.

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