Documentário sobre Marley é bem-recebido no festival de Berlim

O premiado documentarista Kevin Macdonald realizou o que críticos estão chamando de biografia definitiva de Bob Marley, num projeto que teve a ajuda da gravadora e da família do lendário músico de reggae.

JULIANE KECK, REUTERS

16 de fevereiro de 2012 | 10h53

O filme foi incluído na programação do Festival Internacional de Cinema de Berlim, e as críticas se voltaram principalmente para sua longa duração, 144 minutos.

"Marley" tem entrevistas com filhos do cantor, com a viúva dele, Rita, e com um ex-colega de banda, além de imagens de shows. Como a gravadora Island aderiu ao projeto, a trilha sonora fala por si só.

O documentário narra a bem conhecida trajetória de Marley, que nasceu em uma pequena aldeia da Jamaica e se tornou um astro mundial divulgando o reggae e a filosofia rastafári, até morrer de câncer, em 1981, aos 36 anos.

Mas ele aborda também temas mais polêmicos, como a angústia de Marley por ser mulato, o que o fez sofrer "bullying" na infância, e como os relacionamentos e filhos extraconjugais afetaram a vida dele com a esposa, Rita, e com a filha Cedella. Estima-se que Marley tenha tido 11 filhos com sete mulheres.

"Eu sentia que não havia bons filmes sobre ele, e (havia) muita desinformação", disse Macdonald à Reuters nesta semana. "Quis fazer um filme muito simples. É o filme mais convencional que eu já fiz, muito direto, apenas tentando ser um detetive e descobrir a verdade sobre a sua vida e a verdade sobre o seu personagem."

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