Reprodução/Disney
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Documentário sobre Buzz Lightyear 'viaja no tempo' nos bastidores da animação

'Ao Infinito e Além: Buzz e sua Jornada para ser Lightyear', lançado pelo Disney+, mostra o ambiente em que foi criado o primeiro 'Toy Story' (1995) e o novo 'Lightyear' (2022), com base em depoimentos dos envolvidos

André Carlos Zorzi, O Estado de S.Paulo

13 de junho de 2022 | 10h00

Ao Infinito e Além: Buzz e sua Jornada para ser Lightyear, documentário disponível no serviço de streaming Disney+ desde a última sexta-feira, 10, mistura depoimentos atuais com imagens de arquivo e trechos do novo longa, servindo como aquecimento para o lançamento de Lightyear na próxima quinta, 16, nos cinemas. 

A primeira metade do documentário foca nas origens do personagem, com diversas imagens do estúdio da Pixar na década de 1990. As cenas, quando comparadas com as que surgem mais à frente, de tempos atuais, são praticamente uma 'viagem no tempo' ao espectador, tanto pelos computadores e monitores que hoje seriam considerados jurássicos, quanto pelo visual dos animadores e pela decoração do ambiente. 

São exibidos alguns trechos do curta Tin Toy, que serviu de inspiração para Toy Story. Há também os mais variados esboços do que viria a ser Buzz Lightyear, além de páginas de roteiro que mostram que o personagem poderia receber outro nome, como Lunar Larry, Tempus de Morphus ou acrônimos como Tecor, Tolar, Microz ou Faxol. A sensação de estranhamento que o público sente vendo o que poderia ter sido o caminho de um personagem tão tradicional culmina com a exibição de um teste de animação de 1993.

O surgimento do bordão "Ao infinito e além", que dá nome ao documentário, e algumas contribuições do dublador Tim Allen para a composição do personagem também são citados. Seguindo com o tom de exaltação, aborda-se a questão mercadológica, com os variados produtos que transpuseram o sucesso do brinquedo da ficção também para a vida real. 

Na metade final do documentário, aparecem nomes envolvidos com a produção de Lightyear falando sobre o processo de criação do longa, mostrando algumas cenas e explicando parte do desenvolvimento da história do longa, algo semelhante a um trailer estendido. Há também a exibição de esboços de cenas que foram criadas, mas ficaram de fora do filme. Nota-se sempre sistemas mais modernos, com uso de touchscreen, além de grandes monitores de tela plana e computadores modernos, destacando ainda mais a sensação de que o tempo passou e a tecnologia evoluiu no mundo da animação. 

Um dos pontos curiosos é uma breve participação do astronauta norte-americano Thomas Marshburn, em órbita, explicando sobre a relatividade do tempo, um dos temas de Lightyear. Há ainda foco no diretor Angus MacLane, retratado como uma dono de uma memória enciclopédica de referências cinematográficas, em que relata o cuidado em transformar Buzz Lightyear em um personagem mais humano na nova animação, ao mesmo tempo em que "não queria estragar a infância de ninguém".

Entre os nomes entrevistados no documentário dirigido por Tony Kaplan constam Pete Docter, Andrew Stanton, Jeff Pidgeon, Bob Pauley, Galyn Susman e Lee Unkrich, sobre os primeiros Toy Story. Jason Headley, Chloe Koezeman, Tony Greenberg, Margaret Spencer, Matt Nolte, Dean Heezen, Grant Alexander, Paulie Alam e Gregory Peltz, sobre Lightyear. As arquivistas da Pixar, Lauren Gaylord, Christine Freeman e Juliet Roth também falam sobre a história do personagem. 

Ao Infinito e Além: Buzz e sua Jornada para ser Lightyear tem 35 minutos de duração e está disponível para assistir no Disney+. 

 

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