Documentário de Flávio Frederico e Mariana Pamplona lembra a história do Grupo Rumo

Documentário de Flávio Frederico e Mariana Pamplona lembra a história do Grupo Rumo

Usando recursos criativos para lembrar a história do ‘canto falado', filme será exibido nesta quarta, 10, no festival É Tudo Verdade

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

10 de abril de 2019 | 03h00

Numa cena do documentário de Daniela Broitman sobre Dorival Caymmi, Caetano Veloso, para ressaltar a importância da contribuição do compositor baiano, diz que ele introduziu a coloquialidade na música, criando letras que reproduziam a forma como as pessoas falavam. Dorival Caymmi – Um Homem de Afetos está sendo um dos destaques da competição brasileira do É Tudo Verdade. 

O festival deste ano está contemplando uma rica seleção de artistas, e músicos. Algo parecido do que Caetano diz sobre Caymmi pode ser aplicado ao Grupo Rumo, em outro belo documentário.

Os diretores Flávio Frederico e Mariana Pamplona têm participado com regularidade do evento dirigido por Amir Labaki. Partiu dela a ideia de documentar o grupo que participou do movimento chamado de Vanguarda Paulista. Flávio entusiasmou-se, iniciaram a pesquisa, fizeram as entrevistas. Rumo, o filme, foi tomando forma.

Na noite da apresentação, o próprio Labaki lembrou que certamente não falava só por ele ao dizer que o Rumo embalara uma fase de sua vida, estava ligado a seus amores. O Rumo fez história com aquilo que os críticos definiam como ‘canto falado’. Dando voz a seus integrantes, o filme lembra a origem roqueira e a recriação interpretativa dos clássicos de Noel Rosa, Adoniram Barbosa e outros grandes. 

Riqueza iconográfica. Graças ao acervo da Olhar Eletrônico, Mariana e Flávio contam essa história com riqueza iconográfica e acrescentando recursos pouco comuns em documentários – animação, humor. 

O Rumo parecia tão local que todo mundo lembra a surpresa que foi se apresentar no Rio e descobrir que lá também havia um público entusiasta. O Rumo está de volta, com CD, shows anunciados. A celebração, com muito de (auto)crítica, começa no filme, que é muito bom.

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