Documentário controverso sobre Bush é premiado em Toronto

O documentário "Death of a President" (A Morte do Presidente, em inglês), do diretor britânico Gabriel Range, que provocou uma forte reação antes mesmo de sua estréia no 31.º Festival de Cinema de Toronto, venceu o prêmio de Crítica Internacional (Prêmio Fipresci). O júri de críticos elogiou a produção "pela audácia com a qual distorce a realidade para revelar uma verdade maior".Em "Death of a President", o presidente dos EUA George W. Bush é assassinado por um fanático franco-atirador em um hotel de Chicago, no dia 19 de outubro de 2007. O documentário mostra Bush chegando em Chicago para discursar na presença de empresários líderes de mercado e se confrontando com uma forte demonstração antiguerra. Perturbado, o presidente deixa a reunião e é baleado pelo franco-atirador. Enquanto os EUA lamentam a tragédia, suspeita-se que o culpado tenha sido um homem sírio - mas a verdade pode estar escondida perto de casa.O diretor de "Death of a President", Gabriel Range, é o mesmo que fez o aclamado drama exibido pela BBC, "The Day Britain Stopped", filme que mostra como uma série de eventos pode paralisar por um dia a infra-estrutura de transportes no Reino Unido. "Nós estudamos horas e horas imagens de Bush, e as cenas foram criadas a partir de um mix de efeitos especiais e composições digitais que intercalaram nossos atores com Bush", explicou Range, negando que quer criar sensacionalismo. "O filme é baseado em pesquisas meticulosas e em entrevistas com agentes do FBI", disse ele. "É um filme sério e sensível. Não existe possibilidade que incentive qualquer pessoa a assassinar Bush".O documentário, que usa artifícios da TV digital e imagens de arquivos, foi comprado pela Newmarket Films e vai ser exibido, em 9 de outubro, pela rede de televisão pública britânica Channel 4.O 31.º Festival de Cinema de Toronto, considerado pelos críticos uma oportunidade para conhecer antecipadamente os longas que poderão entrar na disputa pelo Oscar, exibiu um total de 352 filmes de 61 países em dez dias. O evento consagrou "Volver", do espanhol Pedro Almodóvar e "Babel", do mexicano Alejandro González Iñarritu.

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