Documentário conta a história de JK

O cineasta Silvio Tendler lança, hoje, no Memorial JK, em Brasília, o média-metragem O Menino Que Sonhou o Brasil. Trata-se de documentário sobre o ex-presidente Juscelino Kubitscheck, que governou o país de 1956 a 1961 e cujo centenário de nascimento é comemorado neste ano. O diretor avisa que o novo filme sobre o político morto num acidente de carro em 1976 é em tudo diferente de Os Anos JK, longa-metragem que lançou no circuito comercial em 1980."Desta vez, realizei o documentário no suporte vídeo, com 54 minutos de duração, destinado especialmente aos estudantes brasileiros. Por isso, O Menino Que Sonhou o Brasil insere-se em projeto maior, que inclui álbum fotobiográfico, um CD e grande exposição, que percorrerá todos os Estados brasileiros, ao longo dos próximos 12 meses." A mostra, organizada pelo professor e fotógrafo Paulo César Azevedo, conta com patrocínio da Fundação Banco do Brasil e da Odebrecht.Tendler destaca, entre as imagens inéditas de JK, as que registram a festa nacional de estudantes, promovida pela UNE, no Restaurante Calabouço. O mesmo restaurante que, anos depois, seria palco do assassinato do estudante Edson Luís, estopim da revolta estudantil contra o governo militar. Imagens inéditas mostram, também, Carlos Lyra cantando o Hino da UNE, composto em parceria com Vinícius de Morais.O roteiro do filme é fruto de pesquisa de Tendler e os parceiros Cláudio Bojunga e Ronaldo Costa Couto. O depoimento da única filha viva do ex-presidente, Maria Estella Kubitschek (Márcia morreu há dois anos), soma-se aos testemunhos do ministro Sepúlveda Pertence e da empresária Vera Brant, entre outros. Tendler deu a Seu Zé, pioneiro na construção de Brasília, função de peça-chave na narrativa. "Neste filme, o afeto fala mais alto, pois estamos comemorando o centenário de nascimento do presidente mais estimado e lembrado pelos brasileiros."O Menino tem narração de José Mayer e trilha de Caique Botkai, enriquecida pelo canto de Ithamara Koorax. Como foram feitas 4 mil cópias do filme, Tendler acredita que será visto por 600 mil estudantes, considerando que cada fita será vista por média de 150 alunos. "Faço estas contas porque não podemos mais continuar discutindo cinema exclusivamente à luz do mercado. Elas servem para que se perceba a importância do cinema brasileiro como formador de cidadania. Ao longo dos próximos 12 meses, milhares de jovens brasileiros saberão um pouco mais de JK, Brasil e formação de nossa nacionalidade."

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