Documentário afirma que Caifás foi enterrado com pregos de Cristo

Produção é dirigida pelo jornalista israelense-canadense Simcha Jacobovici

Efe,

12 Abril 2011 | 16h16

Jerusalém, 12 abr (EFE).- Um novo documentário histórico sustenta a hipótese segundo a qual o sacerdote Caifás - mencionado nos Evangelhos como a pessoa que entregou Jesus aos romanos -, assumiu posteriormente o cristianismo e foi enterrado com dois dos pregos que foram usados para crucificação.

O documentário é obra do jornalista israelense-canadense Simcha Jacobovici, que há alguns anos acompanhou o famoso diretor de cinema James Cameron em um projeto chamado The Lost Tomb of Jesus, com o qual defendeu ter achado em Jerusalém o túmulo perdido de Jesus e de sua família. O novo documentário do jornalista,  The Nails of the Cross, baseado em três anos de pesquisa, mostra Caifás arrependido por ter levado Jesus à cruz e, afligido, teria pertencido depois a uma seita protocristã que via nele o Messias.

Neste caso o diretor, vencedor de dois Emmys por trabalhos anteriores, se inspira em um túmulo não longe daquele que foi descoberto por arqueólogos israelenses em 1990, e na qual apareceram dois sarcófagos com as gravuras de "Caifás" e "José filho de Caifás".

Segundo Jacobovici, no principal dos sarcófagos se acharam dois pregos que os arqueólogos não deram nenhuma importância.

"Digamos que dentro de 2 mil anos escavam no Brasil um túmulo na qual aparece o nome Pelé, mas os arqueólogos não dizem a ninguém que dentro do túmulo havia também uma bola", compara o jornalista em declarações ao jornal "Ha'aretz".

A combinação do nome com o objeto em questão é, para ele, o ponto-chave da identidade do enterrado, mais ainda quando Caifás era um nome pouco comum no período entre os séculos VI a.C. e I d.C.

Tanto o relatório da escavação como os pesquisadores que participaram dela - hoje dois dos mais destacados em Israel -, colaboraram com a interpretação dos dois pregos, que, no entanto, não são apresentados no documentário porque foram extraviados.

Os dois pregos são, supostamente, da mesma época e do mesmo uso apontado em um laboratório antropológico de Tel Aviv, e, apesar de levantar a dúvida sobre a possibilidade de serem os pregos de Cristo, o diretor reconhece: "não posso afirmar 100%".

Qualificado de "charlatão" por esta e outras "teses supostamente infundadas", Jacobovici afirma que como jornalista é sua obrigação questionar este tipo de situação e oferecer possíveis hipóteses que os arqueólogos costumam passar por cima.

Os pregos em seu sarcófago fariam parte de um ritual com o qual sua família, ao morrer, quis abrir-lhe caminho para o mundo na nova fé. EFE

 

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