Jordan Strauss/Invision/AP
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Disney demite James Gunn, diretor de 'Guardiões da Galáxia', por tuítes ofensivos

Cineasta foi cortado do terceiro filme, que será lançado em 2020

AFP

20 de julho de 2018 | 19h03

O diretor da franquia Guardiões da Galáxia, James Gunn, foi cortado do terceiro filme por uma série de mensagens ofensivas no Twitter há alguns anos.

Os tuítes, a maior parte de 2008 a 2011, se tratavam de piadas de questões tabu como estupro e pedofilia.

A Disney, que é dona da franquia com a Marvel Studios, enviou à AFP um comunicado confirmando que estavam tomando caminhos diferentes.

"As atitudes ofensivas e declarações descobertas no feed do Twitter de James são indefensáveis e inconsistentes com os valores do estúdio, e nós cortamos nosso relacionamento comercial com ele", declarou Alan Horn, presidente do Walt Disney Studios.

Gunn tem sido um aberto crítico do presidente Donald Trump e atraiu a ira de conservadores, que foram à sua página e desenterraram os tuítes.

Jack Posobiec do Daily Caller e o comentarista de direita Mike Cernovich estão entre os que recuperaram as mensagens.

"Muitas pessoas que acompanham a minha carreira sabem onde eu comecei. Eu me via como alguém provocador, fazendo filmes e contando piadas que eram ultrajantes e tabus", escreveu Gunn no Twitter após o reapaerecimento dos tuítes ofensivos na quinta-feira.

"Assim como debati publicamente muitas vezes, me desenvolvi como pessoa, e o mesmo aconteceu com meu trabalho e meu humor".

Gunn, que deletou a sua conta, se descreveu como alguém "muito, muito diferente" da pessoa que escreveu os tuítes, e que agora se concentra mais no amor do que na raiva.

"Meus dias falando algo só porque é chocante e para chamar a atenção acabaram", acrescentou.

Gunn dirigiu os dois filmes de Guardiões da Galáxia e planejava comparecer esta semana na enorme convenção anual Comic-Con, em San Diego, com um projeto secreto de filme que havia mencionado no Instagram.

Guardiões da Galáxia Vol. 3 será lançado em 2020.

 

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