Arthur Mola/Invision/AP
Arthur Mola/Invision/AP

Diretoras ibero-americanas têm destaque no Festival de Cannes

Exibições em 2021 contarão com trabalho das brasileiras Anita Rocha da Silveira, com 'Medusa', e Jasmin Tenucci, com 'Céu de Agosto'

Esther Sanchez, AFP

03 de julho de 2021 | 19h03

Boa parte dos filmes ibero-americanos que serão exibidos no Festival de Cannes são dirigidos por mulheres, algumas das quais fazem suas estreias, como a espanhola Clara Roquet e a sueco-costarriquenha Nathalie Álvarez Mesén.

Estas são as realizadoras ibero-americanas presentas na mostra:

Tatiana Huezo

A cineasta de 49 anos, nascida em El Salvador e moradora do México, se fez conhecer pelo documentário El Lugar Más Pequeño (2011), baseado em testemunhos de sobreviventes da guerra civil salvadorenha. La Tempestad (2016), sobre a violência no México, foi apresentado em Berlinale.

Sua primeira ficção, Noche de Fuego, que conta o dia a dia de três meninas que vivem sob a ameaça serem sequestradas, está inclusa na segunda seção mais importante do Festival de Cannes.

Clara Roquet

A espanhola Clara Roquet, de 33 anos, tem trabalhado principalmente como roteirista (Petra, Los Dias que Vendrán). Em 2015, produz seu primeira curta-metragem, El Adiós, que narra como uma empregada doméstica boliviana tenta cumprir os últimos desejos de sua patroa. 

O trabalho de documentação que teve que fazer para a história foi o ponto de partida de Libertad, incluída na Semana da Crítica, sobre a amizade de dois adolescentes de origem muito diferente. Trata-se de seu primeiro longa-metragem, que também escreveu e dirigiu.

Nathalie Álvarez Mesén

A diretora de origem sueca e costarriquenha, nascida em 1988, tem vários curta-metragens nas costas, alguns dos quais participaram em festivais internacionais, como Filip (2015) e Asunder (2015). Foi aluna na Berlinale Talents e no TIFF Filmmaker Lab.

Sua estreia, Clara Sola, projetada na Quinzena dos Realizadores, conta o despertar sexual e espiritual de uma mulher de 40 anos em um povoado remoto da Costa Rica.

Anita Rocha da Silveira

Com seu segundo longa-metragem, Medusa, um terror que mescla mitologia e realidade, a brasileira Anita Rocha da Silveira, de 36 anos, volta à Quinzena dos Realizadores neste ano, one seu curta-metragem, Os Mortos-Vivos, foi exibido em 2012.

Seu filme anterior, Mate-me Por Favor (2015) também do gênero de terror, foi apresentado na Mostra de Veneza.

Dominga Sotomayor

O primeiro filme desta chilena de 36 anos, De Jueves a Domingo (2012), já foi premiado em vários concursos, entre eles o de Roterdã. Seis anos depois, com Tarde Para Morir Joven, sobre uma adolescente que vive em uma pequena comunidade, se transformou na primeira mulher a ganhar o Leopardo de melhor direção no festival de Locarno. 

É uma dos sete cineastas, incluindo também o iraniano Jafar Panahi e o tailandês Apichatpong Weerasethakul, que assinam o filme coletivo The Year of the Everlasting Storm, sobre a pandemia, projetado nas seções especiais de Cannes.

Jasmin Tenucci

A cineasta brasileira compete pela Palma de Ouro de melhor curta-metragem com Céu de Agosto, em que uma enfermeira grávida atravessa uma crise de ansiedade e se sente atraída pela comunidade da igreja pentecostal.

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