Diretor Thomas Vinterberg é o mais animado entre estrangeiros às vésperas do Oscar 2014

Dinamarquês conversou com jornalistas ao lado dos outros finalistas Hany Abu-Assad, Paolo Sorrentino, Felix van Groeningen e Rithy Pahn

Ubiratan Brasil, Los Angeles - O Estado de S. Paulo

28 de fevereiro de 2014 | 22h55

Representantes dos cinco filmes que concorrem ao Oscar 2014 de filme estrangeiro reuniram-se nesta sexa-feira, no tapete vermelho, para conversar com a imprensa. Além dos diretores, estiveram presentes atores e produtores dos longas Alabama Monroe (Bélgica), A Grande Beleza (Itália), A Caça (Dinamarca), Omar (Palestina) e A Imagem que Falta (Camboja). "Esse é o momento em que conseguimos nos sentir como celebridades", brincou o dinamarquês Thomas Vinterberg. Ele, aliás, parecia ser o mais animado, distribuindo sorrisos e colocando as mãos nos braços dos entrevistadores.

Sobre A Caça, incômodo drama sobre a incapacidade de se perdoar totalmente, ele disse que se inspirou em leituras de notícias de jornal. "Eram histórias muito fortes, especialmente quando tratavam de mentiras de crianças que criavam muitos transtornos", afirmou ele, acrescentando uma curiosa revelação: as melhores ideias de seus filmes surgiram quando estava no banheiro.

Já Hany Abu-Assad, diretor de Omar, voltava ao tapete vermelho depois de concorrer, em 2005, com Paradise Now, derrotado pelo sul-africano Tsotsi. "Voltei mais maduro, tanto para contar uma história como para utilizar as ferramentas cinematográficas", disse ele ao Estado. "E Omar é uma história de amor, o que representa um sentimento maior de esperança, algo que talvez não tivesse quando realizei Paradise Now."

Enquanto o italiano Paolo Sorrentino, diretor de A Grande Beleza, garantia ser um guerreiro contra a vulgaridade, o belga Felix van Groeningen, que dirigiu Alabama Monroe, perdia atenção para sua bela estrela, Veerle Baetens, verdadeira grande beleza em um vestido rosa. "Foi uma experiência emocional muito grande", lembrou ela a história da mulher que perde a filha, vítima de câncer. "Uma dor que compartilhei mesmo com quem não teve o mesmo azar."

E o cambojano Rithy Pahn sentia-se satisfeito pelo que considerava uma vitória: ganhar visibilidade para seu filme, tocante lembrança de fatos terríveis vividos na infância. "Aqui é o mundo da felicidade, ainda que inventada. Assim, participar dessa festa já me deixa minimamente satisfeito", disse.

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