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Diretor russo se recusa a tentar brigar pelo Oscar

Andrei Konchalovski ganhou prêmio importante no Festival de Veneza com 'The Postman's White Nights'

EFE

30 Setembro 2014 | 15h07

MOSCOU - O diretor russo Andrei Konchalovski assegurou nesta terça-feira, 29, que se negará a representar seu país na edição 2015 do Oscar com seu novo filme The Postman's White Nights (As Noites Brancas do Carteiro, em tradução livre).

"Os motivos são dois: pessoal e público. Nos últimos anos critiquei duramente a 'hollywoodização' do mercado russo, as más influências do cinema comercial americano na formação dos gostos e as preferências de nossos espectadores", disse à agência italiana ITAS-TASS.

Por isso, o veterano cineasta de 77 anos, irmão do também diretor Nikita Mijalkov, considera que "lutar para receber um prêmio de Hollywood me parece simplesmente ridículo".

"Não lamento nem um pouco", disse Konchalovski, que escreveu uma carta ao presidente do comitê russo do Oscar, Vladímir Menshov.

O novo filme de Konchalovski, o terceiro dedicado à Rússia profunda, relata a história do carteiro Alexéi Triapitsin, a única conexão com o mundo exterior para os habitantes do inóspito lago Kenózero, da região nortenha de Arjánguelsk.

Com o filme sobre a vida rural, o russo levou a segunda distinção mais importante do último Festival de Veneza, o Leão de Prata de melhor diretor.

Ao mesmo tempo, Konchalovski elogiou a eleição do representante russo para o Oscar, o Leviatã, de Andrei Zviáguintsev, filme que aborda a corrupção e o abuso de poder.

Leviatã, que levou o prêmio de melhor roteiro no 67º Festival de Cannes, "é bom cinema, um filme poderoso", disse Konchalovski.

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